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09 de março de 2020, 16h02

Ex-Big Brother Rodrigo França publica sua adaptação “O Pequeno Príncipe Preto”

O espetáculo, que está há dois anos em cartaz, é roteirizado e dirigido por ele e chega finalmente ao livro

Foto: Julio Ricardo/divulgação

O ex-participante do “Big Brother Brasil 19”, Rodrigo França, acaba de transformar sua peça “O Pequeno Príncipe Preto”, que está há dois anos em cartaz (roteirizada e dirigida por ele), em livro.

“Acredito que a nossa ferramenta política é a arte. E percebi que muita gente que não tinha assistido à peça me pedia o texto para conhecer a obra. Então, vi que esse trabalho tem uma ideia muito potente para ficar somente naquele espaço. E o livro tem condições de circular por todos os lugares. No geral, essa escrita veio da necessidade de compartilhar a mensagem que o espetáculo levou ao longo de dois anos e emocionou tanta gente, sobretudo as crianças”, diz ele.

Rodrigo tem 42 anos, 28 deles dedicados à arte, cultura e educação. “O Pequeno Príncipe Preto” conta a história de um príncipe que leva amor e conhecimento da cultura negra pelo mundo. No livro, apesar de algumas modificações, Rodrigo prioriza a mensagem principal da história: Ubuntu, a palavra de origem africana que significa “eu sou porque nós somos”.

“Minha família foi fundamental na minha construção até o que eu sou hoje. Essa obra fala sobre fortalecimento, autocuidado, amor, e para afirmar que não existe uma tecnologia mais potente do que estar junto. Não podemos falar somente das nossas dores, precisamos abrir nossas alegrias e nossos afetos. Os negros têm potência, história e cultura. Então, quando o livro fala sobre Ubuntu, significa acreditar que o coletivo ainda é a melhor alternativa para poder viver em segurança”, afirma

“Embora muita gente negra escreva, o acesso a uma editora ainda é restrito, e isso gera uma carência de publicações que coloquem o negro como protagonista. Está na hora de avançarmos. Não basta a gente ter um espaço com muitas pessoas e apenas uma negra. Precisamos estar também nas relações de poder”, encerra.


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