Manoel Herzog

26 de janeiro de 2019, 15h03

Fábula Romana, por Manoel Herzog

Foi no reinado de Cardoso Calígula, um grande filho duma puta, que se resolveu vender a preço de banana (fruta até então desconhecida) o Vesúvio

Foto: Reprodução

Por Manoel Herzog*

Até o reinado de Tibério o Vesúvio era um vulcão estatal, pertencia ao povo de Roma e, se dava lucro, era com observância de regras ambientais, os frutos de sua riqueza eram divididos em educação e segurança ao povo.

Foi no reinado de Cardoso Calígula, um grande filho duma puta, que se resolveu vender a preço de banana (fruta até então desconhecida) o vulcão. Dali pra frente o império romano foi lesado, pois todo o lucro do Vesúvio escoava pro reino dos Bárbaros, que havia comprado a consciência de Calígula Cardoso, aquele filho duma puta.

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Em termos de filhadaputice, o próprio Calígula acabou superado, pois é da sina dos torpes serem apagados pela História. Um dia Roma, com um povo totalmente ensandecido pelo sofrimento, levou ao trono Tito Flávio, dez vezes mais filho da puta que Calígula. Este era um nome de guerra, que nem fazem os papas, adotam outro nome pra reinar. Na verdade Tito Flávio era registrado em cartório romano como um simples Jair.

De toda sorte, fontes históricas (Heródoto, principalmente) especulam as razões de tal nome imperial. Do Tito não se chegou a conclusão alguma, mas sabe-se que Flávio foi em homenagem a um dos filhos do imperador. Remanescem, todavia, dúvidas se era o filho viado, o corrupto ou o do pinto pequeno.

Pouco importa. Heródoto registra de importante no governo de Jair Tito Flávio o absoluto descaso com leis ambientais, a total subserviência ao império bárbaro e demais derrotas que levaram ao rompimento da barreira do Vesúvio e o soterramento de Pompéia, num dos maiores crimes ambientais da História. O povo de Roma fala em enforcar Tito Flávio e seus asseclas, e reestatizar o Vesúvio.

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*Manoel Herzog, escritor brasileiro, nasceu em santos em 1964. Formado em Direito, depois do golpe, o único fórum onde tem prazer de entrar é nesta revista.


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