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12 de setembro de 2019, 19h23

Festival do Rio faz “apelo final” para não ser extinto

"Para Jair Bolsonaro o Cinema brasileiro e a fomentação à cultura são inimigos a serem derrotados", disse o crítico de cinema Pablo Villaça

Divulgação

O Festival de Cinema do Rio postou em suas redes sociais, nesta quinta-feira (12), uma mensagem pedindo apoio para seguir existindo. O evento disse estar passando pelo seu maior desafio desde sua criação, há 20 anos, e fez um “último apelo” para não ser extinto. Críticos de cinema consideram que a causa é a falta de apoio à produção nacional por parte do Governo Federal.

“O Festival do Rio – após 20 anos de existência e sucesso de realização para o audiovisual brasileiro e internacional – passa por seu maior desafio em termos financeiros. […] No entanto, vivemos a possibilidade real de cancelamento do nosso evento, com todas as perdas que tal decisão acarretará para o cinema brasileiro, para todo o mercado audiovisual e ainda para cidade e o país”, diz trecho da nota. 

Para Fabiano Ristow, repórter de cultura do O Globo, o anúncio dialoga diretamente com as decisões do governo Bolsonaro de não apoiar o cinema nacional. “O anúncio vem um dia depois de o governo retirar o tradicional apoio à participação de filmes nacionais em festivais estrangeiros. Sem contar todo o estrangulamento do fomento em 2019”, tuitou.

O crítico Pablo Villaça também direcionou críticas ao governo. “O Festival do Rio tem grandes chances de ser cancelado este ano. Porque para Jair Bolsonaro o Cinema brasileiro e a fomentação à cultura são inimigos a serem derrotados”, avaliou.

Pedro Guedes, do Depois do Cinema, foi outro que lamentou o episódio e disse que o cinema brasileiro corre risco de morte. “Um grave indício de como o Brasil quer matar o próprio Cinema está no fato de o Festival do Rio anunciar que está à beira de cancelar a edição deste ano. Vivemos em um país governado por quem não só ignora, mas ODEIA sua própria cultura”, declarou

Thiago Barata, do blog Cinemaniac crê que essa anúncio diz “muito sobre o estado das coisas no Brasil no que diz respeito a cultura”. “O Festival do Rio, um dos mais importantes do Brasil, está ameaçado. O que diz muito sobre o estado das coisas no Brasil no que diz respeito a cultura. Óbvio que, na vanguarda do que pior o Brasil tem a oferece no momento, o RJ sofreria primeiro. Mas o estrago pode ser bem maior”, publicou.

Confira a nota na íntegra:

O Festival do Rio – após 20 anos de existência e sucesso de realização para o audiovisual brasileiro e internacional – passa por seu maior desafio em termos financeiros.

Estamos buscando apoio junto a várias empresas e parceiros com interesse na viabilidade do Festival do Rio e que apostam também no Estado e na Cidade do Rio de Janeiro.

No entanto, vivemos a possibilidade real de cancelamento do nosso evento, com todas as perdas que tal decisão acarretará para o cinema brasileiro, para todo o mercado audiovisual e ainda para cidade e o país.

Decidimos tornar pública e oficial esta realidade, pois dentro de poucos dias, chegará o momento de bater o martelo caso não tenhamos os recursos necessários para a realização, ainda que em formato compacto, do Festival do Rio, com data prevista de 7 a 17 de novembro.

Este é um apelo final!

 


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