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23 de fevereiro de 2020, 21h50

Filme brasileiro “Todos os Mortos” concorre no Festival de Berlim com crítica ao racismo

Filme mostra o processo histórico da violência contra a comunidade negra no Brasil

Divulgação

O filme “Todos os Mortos”, dos diretores Caetano Gotardo e Marco Dutra, concorre neste domingo (23) ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. Único filme nacional na competição, a obra faz críticas ao racismo ao falar sobre o desenvolvimento da violência contra a comunidade negra no país através de um processo histórico.

O filme se passa no século XIX, época que marca o fim da escravidão e o surgimento da República. De acordo com os diretores, o país perdeu neste período a “oportunidade” de unir os povos indígenas, antigos colonos e escravos.

“Nessa época foram colocados os pilares da sociedade brasileira”, comentou Marco Dutra à AFP. “Ainda que muitas teorias respeitadas afirmem que o Brasil foi criado a partir da mistura de identidades, a realidade é outra: é um país muito racista”, acrescentou o diretor.

Para os diretores de “Todos os mortos”, o debate sobre a identidade brasileira se polarizou com a chegada de Jair Bolsonaro à presidência. “Esse governo reforça a ideia de que no Brasil há pessoas boas e ruins, de que há coisas que devem prevalecer e outras desaparecer. Devemos continuar discutindo a partir da moderação”, afirma Gotardo.


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