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09 de janeiro de 2020, 17h49

Foragido na Rússia, integralista que atacou Porta dos Fundos comemora censura

"Estou muito feliz. Anauê!", diz Eduardo Fauzi em vídeo divulgado na internet; "Anauê" é a saudação feita pelos integralistas inspirada no gesto nazista de erguer o braço direito e gritar "Heil Hitler"

Foto: Reprodução

Acusado de participar do atentado à produtora do Porta dos Fundos em dezembro, Eduardo Fauzi gravou vídeo divulgado pelas redes sociais nesta quinta-feira (8) comemorando a censura ao Especial de Natal do programa. “É uma vitória de todo o povo brasileiro”, diz.

Fauzi parabeniza o desembargador Benedicto Abicair pela decisão de ordenar a suspensão do Especial e diz estar muito feliz com o ocorrido: “Essa vitória é uma vitória de todo povo brasileiro. Eu fico chateado quando vejo padres e pastores dizendo: ‘Eu queria ver se fosse com Maome, se fosse no oriente médio’. O Brasil tem homem, o Brasil tem macho para defender a igreja de Cristo e a Pátria brasileira”.

Ao final do vídeo, Falzi declara “Anauê”, saudação utilizada pelos adeptos do integralismo, uma versão tupiniquim do fascismo italiano e do nazismo alemão. O “Anauê”, inclusive, é feito com o mesmo gesto dos nazistas – com o braço direito estendido – para gritar “Heil Hitler”.

Fauzi, que assumiu ser um dos autores do atentado contra o Porta dos Fundos, está foragido da polícia e a Interpol já emitiu alerta vermelho para a sua prisão. Após ser identificado, o acusado já divulgou vídeos assumindo o crime, pedindo orações e ligando o enriquecimento de Fábio Porchat ao PT.

Netflix vai ao STF

Mais cedo, a plataforma de streaming Netflix, onde o Especial de Natal estava sendo veiculado, apresentou uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a censura imposta pela justiça do Rio de Janeiro.

A Netflix recorreu a aspectos constitucionais para questionar a medida: “Não há dúvidas de que a recalcitrância da prática da ‘censura judicial’ representa hoje uma das maiores ameaças às liberdades comunicativas no cenário nacional. Esse quadro preocupante reforça os fundamentos para o manejo da presente reclamação. Uma intervenção do STF neste tipo de situação torna-se essencial como instrumento de pedagogia constitucional, voltado a erradicar uma prática proscrita pela Constituição e fazer valer a jurisprudência vinculante desta Corte”, diz a reclamação.

Além disso, a Netflix ressalta o caráter de censura da decisão de Abicair que, para a plataforma de streaming, quebra a premissa de liberdade de expressão. “É que as decisões reclamadas, caso mantidas, têm o condão de causar um efeito silenciador no espectro da liberdade de expressão sobre outros conteúdos audiovisuais de caráter crítico ou satírico, atuais ou futuros”, diz.

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