quinta-feira, 24 set 2020
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Livro sobre “Autonomia Operária” na Itália dos anos 1970 é lançado na Ocupação Nove de Julho

As imagens de estudantes em confronto com a polícia em maio de 1968, na França, correram mundo e influenciaram pessoas e movimentos. Porém, no começo dos anos 1970, na Itália, um movimento tão importante quanto despontou: o “Autonomia Operária”. Tinha visão inovadora e, na pauta de discussões e debates, a multiplicidade dos feminismos e questões LGBTQIA+.

É justamente essa história – publicada pela primeira vez no Brasil –  que conta o livro “Um piano nas barricadas”, de Marcello Tari, uma coedição das editoras GLAC e N-1. O lançamento acontece no próximo domingo, dia 15 de dezembro, a partir das 15h, na Galeria Reocupa da Ocupação Nove de Julho (Rua Álvaro de Carvalho 427, São Paulo).

“Um piano nas barricadas” traz à luz a importância do movimento Autonomia Operária, um conjunto de ações e práticas – mais radicais se comparadas a Maio de 68, movimento que, em parte, se institucionalizou criando até mesmo partidos políticos (o movimento da Autonomia, por sua característica radicalmente experimental ficou conhecido inclusive como Maio Rastejante).

A Autonomia Operária foi, de uma forma diversa, mais potente que o movimento francês em termos de experimentalismos revolucionários no que consiste nas práticas criativas e inventivas. Por esta razão, o livro traz outra forma de se pensar insurreições sociais que não tenham caráter institucional. O livro abre caminhos para que compreendamos os acontecimentos de junho 2013, quando uma onda de protestos tomou conta do país. “Um piano nas barricadas” também ilumina a compreensão para fatos recentes acontecidos nos nossos vizinhos de América Latina, como Equador, Bolívia e Chile.

A obra de Marcelo Tari, que era jovem quando participou dos acontecimentos da Autonomia, em 1970, foi concebida em período turbulento da história da Itália. Naqueles tempos, o país estava mergulhado em greves descontroladas, trabalhadores que odiavam a fábrica, jovens selvagens que praticavam outros modos de vida, feminismos, contraculturas, lutas armadas. A Itália dos anos setenta era selvagem em quase todas as suas expressões.

Serviço

15 de dezembro, a partir das 15h, na Galeria Reocupa da Ocupação Nove de Julho (Rua Álvaro de Carvalho 427, São Paulo).

Redação
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