Lula sobre morte de Thiago de Mello: “Sensibilidade e luta pela Amazônia”

O ex-presidente lamentou a perda do poeta amazonense: “Hoje faz escuro, mas nós seguiremos cantando e lutando para construir um Brasil melhor”

O ex-presidente Lula (PT) divulgou, nesta sexta-feira (14), nota de pesar pela morte do poeta Thiago de Mello, aos 95 anos.

Em 1965, ele escreveu sobre o Golpe de 64 um dos versos mais citados sobre o assunto: “Faz escuro mas eu canto, porque a manhã vai chegar”.  Ele viveu muitos anos exilado no Chile.

Thiago de Mello, nascido em Barreirinha, no interior do Amazonas, é um dos poetas da região mais conhecidos e possui influência tanto no Brasil quanto internacionalmente.

Suas obras foram traduzidas para mais de 30 idiomas.

Leia a íntegra da nota:

“Nos despedimos hoje do poeta amazonense Thiago de Mello, cuja palavra ganhou o mundo pelo seu talento, sua sensibilidade com a vida e com a luta pela Amazônia. Aos 95 anos, Thiago de Mello se despede deixando um legado de cultura, arte e compromisso com o povo brasileiro. 

Teve obras traduzidas em mais de 30 idiomas. Publicou, entre outros livros, “Acerto de Contas”“Como Sou” e “Amazonas – Pátria da Água”. “Faz escuro mas eu canto”, um de seus versos mais populares, tirado do poema “Madrugada camponesa” (1965), inspirou o tema da 34ª Bienal de São Paulo.

Hoje faz escuro, mas nós seguiremos cantando e lutando para construir um Brasil melhor. Meus sentimentos ao familiares, amigos e admiradores de Thiago de Mello”.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.