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26 de fevereiro de 2019, 16h35

Na rota de Bolsonaro do extermínio à Cultura, Caixa retira patrocínio do Cine Belas Artes

No começo do mês, ela anunciou que o Programa Petrobras Cultural será amplamente revisto e vai priorizar a educação infantil e a Orquestra Petrobras

Foto: Divulgação

A Caixa Econômica Federal deixará de patrocinar o Cine Belas Artes, de São Paulo. O cinema deve voltar a ter a marca apenas de Belas Artes. Só o valor do aluguel do espaço está em R$ 2 milhões por ano.

O Belas Artes foi reaberto em 2014, quando passou a se chamar Cine Caixa Belas Artes por causa do novo patrocínio. O tradicional prédio estava fechado há mais de três anos. A reabertura atraiu uma multidão de cinéfilos e a fila do público chegou a alcançar a rua Bela Cintra. Além disso, parte da Rua da Consolação também ficou interditada.

A Caixa é mais uma das estatais que vai passar por reestruturação de apoios culturais ligados à Lei Rouanet, como informou o presidente Jair Bolsonaro. No começo do mês, ela anunciou que o Programa Petrobras Cultural será amplamente revisto e vai priorizar a educação infantil e a Orquestra Petrobras. Outros setores como teatro, cinema e música, deverão sofrer grande impacto com as novas medidas.

A medida provocou a reação de diversos artistas e fazedores de cultura. Com raras exceções, o clima geral foi de desolação, mas não de surpresa. Era mesmo, de acordo com a opinião predominante, o que se poderia esperar deste governo.

O Cine Belas Artes calcula que, durante o período do patrocínio, o nome da Caixa teve 1.150 inserções da chamada mídia espontânea (não paga) graças à parceria com o cinema. Isso equivaleria a R$ 6,5 milhões se a empresa tivesse de pagar por anúncios.

O fim do patrocínio da Caixa pode inviabilizar o funcionamento do cinema.

Com informações da Exame

 

 


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