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13 de dezembro de 2019, 15h31

Nenhum país do mundo investe tanto em música clássica quanto a Alemanha

O resultado disto é perceptível. Dos quase 83 milhões de habitantes, cerca de 14 milhões tocam um instrumento ou cantam num coro

Foto: Divulgação

Nenhum país tem tantas orquestras, corais e teatros como a Alemanha. As informações são do site DW. De acordo com dados da União das Orquestras Alemãs, em 2018 havia 129 orquestras públicas espalhadas por todo o país.

Como se não bastasse, formações como a Filarmônica de Berlim, a Staatskapelle em Dresden e a Orquestra Gewandhaus em Leipzig estão entre as melhores do mundo.

O país conta ainda com conjuntos de câmara de renome e conjuntos de música antiga e contemporânea, como a Filarmônica de Câmara de Bremen, Concerto Köln e o Ensemble Modern.

A Alemanha tem também mais de 80 conjuntos de ópera estáveis, quase tantos como no resto do mundo. A maioria das cerca de 560 casas de ópera do mundo funciona numa base temporária, ou seja, não têm corpos estáveis, mas contratam cantores ou produções inteiras durante um período de tempo definido.

O secretário-geral do Conselho Alemão de Música, Christian Höppner, afirma que os altos investimentos na área “nunca são suficientes”, ao defender a diversidade cultural, tornando cada orquestra e cada teatro insubstituíveis.

Em nenhum outro lugar do mundo a cultura é subsidiada de tal forma pelo Estado como na Alemanha: mais de 10 bilhões de euros foram investidos em 2019 para apoiar instituições culturais. Destes, mais de 3 bilhões de euros foram destinados à música e à ópera. Tanto os municípios como os estados contribuem substancialmente para o financiamento da música, que também recebe fundos da União Europeia (UE), de empresas, fundações e particulares.

“A educação e a cultura são para nós tarefas de responsabilidade pública e, portanto, recebem principalmente financiamento público”, diz Christian Höppner. Em países como os Estados Unidos, a promoção da cultura é quase inteiramente privada. “O dinheiro privado vem sempre das mãos dos interesses”, afirma Höppner. Isso pode ser visto nos EUA, onde os clientes ricos podem influenciar a programação. Na Alemanha, os órgãos legislativos controlam o financiamento, mas não o conteúdo.

O resultado deste investimento é perceptível. Dos quase 83 milhões de habitantes, cerca de 14 milhões tocam um instrumento ou cantam num coro. Uma em cada seis famílias toca um ou mais instrumentos. Há listas de espera para estudar em escolas de música e jardins de infância com educação musical. Em todo o país existem quase mil escolas públicas de música, frequentadas por quase 1,5 milhão de crianças e jovens. Mas a música também é aprendida em jardins de infância e escolas.

Nem todos os alemães gostam de uma educação musical, mas gostam de ouvir música. Segundo dados do Conselho Alemão de Música, 33% dos alemães dizem gostar de música clássica. Apenas na Rússia e no Japão existem valores igualmente elevados.

Leia o texto completo no site DW


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