Plataformas de streaming agora disputam melhor qualidade sonora. Saiba aqui qual ganha

Fórum foi conversar com o especialista em áudio, Sami Douek, que dá consultorias pelo Brasil e pelo mundo há mais de 20 anos

A última fronteira da música por demanda, dos serviços de streaming, é a qualidade do som, empecilho intrinsicamente ligado à quantidade de dados que trafegam na rede do usuário.

A boa transmissão é uma exigência sentida pelo mercado, tanto é que as principais plataformas, como o Spotify e o Tidal, começam a disputar espaço por isso. O segundo citado chegou ameaçando o primeiro, prometendo arquivos com muito mais Kilobytes e Hertz. O primeiro respondeu com a mesma capacidade e os dois, teoricamente, empataram.

Usuário do Spotify, fui experimentar o Tidal aproveitando uma campanha promocional. Em todas as fontes primárias que ouvi, computador, caixa compacta e fone de ouvido, a diferença foi igual a zero.

Em um som mais robusto, com par de caixas, subgrave e um bom amplificador, algumas frequências nas pontas, onde ficam os graves e agudos, se nota uma pequena diferença.

A diferença, no entanto, desaparece se o usuário mudar para a qualidade máxima no Spotify. Por conta disso, tanto em uma quanto em outra, dependendo da transmissão, começa a travar tudo.

A conclusão foi procurar um especialista. Foi aí que entrou na conversa o Sami Douek, consultor em áudio no Brasil e no exterior, que faz palestras sobre o assunto há mais de 20 anos.

A sua primeira resposta foi curta e grossa: “se você vai ouvir música em um fone de ouvido barato (barato que ele diz é menos de R$ 200) ou uma dessas caixas compactas, você estará queimando dinheiro ao contratar um serviço de alta transmissão”.

Sami afirma entender que “gravações de áudio (música) em qualquer época, podem ter uma qualidade cultural, em detrimento da qualidade técnica, que não é subjetiva, mas sim sensorial”, diz. Para ele, “uma gravação pode ser muito rica em musicalidade e virtuosismo na interpretação”, mas deixar a desejar na qualidade técnica.

Ouvinte de música erudita, Sami se destaca do lugar comum logo de saída, ao preferir o serviço de streaming QOBUZ como “o mais prestigiado (comprovadamente) em tecnologia digital, oferecendo vários planos com custos sempre mais elevados, em função da qualidade de transmissão”.

O mundo dos mortais, que engloba Spotify, Deezer e agora o Tidal, nem passa perto de suas preferências. “É importante destacar que todas as empresas de streaming oferecem opções de qualidade e seus respectivos preços são proporcionais à qualidade. Quanto ao conteúdo, prefiro me abster, porém há uma exceção. Se você gosta de música clássica, assine IDAGIO que será muito bem servido em conteúdo”, explica.

Ao final, Sami explica que, “se o usuário quiser mesmo investir em ouvir um bom som sem ter que vender seu carro ou hipotecar a sua casa, pode optar por um bom fone de ouvido, um amplificador dedicado e um conversor DAC, que pode fazer a interface com seu celular”. Para ele, trata-se de “um investimento relativamente pequeno para um resultado musical grandioso”.

No final das contas, apesar das fontes de música terem se transformado ao longo dos anos, indo dos bolachões de vinil, passando pelos CDs, até as plataformas de streaming, o que vai salvar o ouvinte mesmo é um bom equipamento de som.

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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Renato Rovai
Editor da Revista Fórum

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