Prossegue a fritura: Bolsonaro demite adjunto de Regina Duarte

A exoneração foi assinada por Braga Netto. Pedro José Vilar Godoy Horta foi um dos primeiros nomeadas por Regina Duarte

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) prossegue com a fritura da secretária de Cultura, Regina Duarte. Nesta sexta-feira (15), foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União a exoneração de Pedro José Vilar Godoy Horta do cargo de secretário especial adjunto da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Cidadania.

A exoneração foi assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto. Ainda não foi escolhido um substituto.

Horta foi um dos primeiros nomeados por Regina Duarte.

Regina Duarte nomeou, no início de março, os primeiros integrantes de sua equipe, entre eles o advogado Pedro Machado Mastrobuono, que assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e Godoy Horta, que passou a chefiar o gabinete dela.

Na ocasião, Regina também nomeou, como secretário de Economia Criativa, o professor de gestão cultural Aldo Luiz Valentim; a chefe da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual , Alessandra da Silva Martins; e o chefe da Secretaria de Difusão e Infraestrutura Cultural, Caio Fagundes Kitade.

Regina Duarte ainda não comentou sobre a decisão do governo.

Debandada

A entrevista de Regina Duarte à CNN Brasil, na qual ela minimizou a ditadura militar, a tortura praticada no período e as mortes recentes de nomes do setor artístico, fez com que uma de suas assessoras pedisse demissão.

Nesta sexta-feira, por conta da desastrada entrevista de Regina Duarte à CNN Brasil, a sua assessora especial, Regina Giraldi, resolveu deixar o cargo. Ela era responsável por responder por demandas da imprensa da secretária especial da Cultura.

O Jornal Nacional da TV Globo reproduziu, no último sábado (9), trechos de uma manifesto assinado por mais de 500 artistas contra a secretária Especial de Cultura, Regina Duarte, e as declarações feitas por ela durante entrevista concedida à rede CNN Brasil.

“O grupo diz que faz parte da maioria de brasileiros que ‘não tolera os crimes cometidos por qualquer governo, que repudia a corrupção e a tortura e que não deseja a volta da ditadura militar’”, disse o apresentador Flavio Fachel ao ler trecho do manifesto.

“O manifesto termina dizendo: ‘Ela não nos representa’”, acrescentou.

Com informações do G1

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