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06 de março de 2019, 12h33

Roger do Ultraje a Rigor é condenado a pagar indenização a Adriana Varejão por ofensa

O cantor usou uma foto da artista como base e desenhou um pênis em direção à sua boca. Na camiseta de Adriana, ele escreveu "puta"

Adriana Varejão. Foto: Murillo Tinoco/Divulgação

O vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira, foi condenado a indenizar a artista plástica Adriana Varejão em R$ 40 mil. O cantor fez desenho pornográfico sobre imagem da artista que, na época, defendia a permanência da exposição “Queermuseu”, em Porto Alegre.

O cantor usou uma foto da artista como base e desenhou um pênis em direção à sua boca. Na camiseta de Adriana, o cantor escreveu “puta”. Na legenda, ironizou a fala dela: “a arte deve ter liberdade total”. “Gostou dessa, Adriana?”, escreveu o músico.

A artista moveu processo contra Roger pelas postagens que contêm ofensas misóginas. A 22ª Vara Cível do Rio decidiu que o músico deve pagar R$ 40 mil à artista e ainda se retratar nas redes sociais. Cabe recurso.

Em sua conta no Twitter, o cantor alegou que foi censurado:

“Pois é, fui censurado pela defensora da liberdade na arte. Chama-se HIPOCRISIA. O motivo foi claramente ideológico, ja que não pôde defender seus argumentos. Mas estamos recorrendo. Propus que ela doasse o dinheiro a uma instituição escolhida por ela. Não aceitou.”

Relembre o caso

A artista plástica Adriana Varejão, cujas obras compunham o acervo interditado da propalada e cancelada mostra “Queermuseum – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” – realizada pelo Santander Cultural, com curadoria de Gaudêncio Fidelis e sediada em Porto Alegre – se posicionou contra o cancelamento da mostra e a favor da liberdade de expressão, em entrevista que concedeu para o blog #AgoraÉQueSãoElas, direto de Los Angeles, onde prepara uma exposição.

A mostra “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” estava em cartaz em 2017, em Santander Cultural, em Porto Alegre, e foi cancelada após protestos em redes sociais. A seleção contava com 270 obras que tratavam de questões de gênero e diferença, e o trabalho de Adriana estava entre eles.

Os protestos acusavam a exposição de blasfêmia a símbolos religiosos e de, em alguns casos, pedofilia e zoofilia.

Roger fez a postagem a partir das manifestações da artista.

Com informações da coluna de Ancelmo Gois no O Globo.

 


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