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26 de novembro de 2019, 16h37

Se “Amor de Mãe”, da Globo, tiver dez por cento da classe de sua trilha, entra para a história

Um belo e inusitado achado é “Hurricane”, a quilométrica canção de Bob Dylan da década de 70, feita em homenagem ao boxeador Rubin Carter

Foto: Reprodução

A nova novela das 21h da TV Globo, “Amor de Mãe”, estreou nesta segunda-feira (25). A boa surpresa fica por conta da sua trilha sonora, um sem fim de canções antigas e modernas, a começar pela abertura, que foi resgatar o clássico samba “É”, de Gonzaguinha.

Outro belo e inusitado achado é “Hurricane”, a quilométrica canção de Bob Dylan da década de 70, feita em homenagem ao boxeador Rubin Carter, condenado à morte por um crime que não cometeu e depois absolvido.

A trilha conta com outras grandes canções da nossa música, como a comovente interpretação de Maria Bethânia para a bela “Onde estará o meu amor”, de Chico César.

Bethânia aparece ainda em dueto com Gal Costa em “Minha Mãe”, de César Lacerda e Jorge Mautner. Gal, por sua vez, reaparece na lendária gravação para “Sua Estupidez”, de Roberto e Erasmo Carlos, do seu álbum “Divino, Maravilhoso”.

Gal volta ainda mais uma vez, com Gilberto Gil, em uma gravação ao vivo resgatada do álbum do compositor “Live in London ‘71”, para o clássico “Dê um Rolê”, dos Novos Baianos, que também reaparecem com “Acabou Chorare”.

A trilha ressuscita ainda “Fracassos”, de Fagner e “O que é que há”, de Fábio Jr.

Os novos

Mas, para quem acha que a trilha é toda passadista, ela também traz boas e modernas novidades, entre elas a visceral “Bluesman”, de Baco Exu do Blues, do álbum homônimo lançado em 2018. Do mesmo ano vem “Bichinho”, da ótima cantora recifense Duda Beat.

Da safra lançada em 2019, a trilha traz a ótima canção “Tô te Querendo”, do DJ Omolu com Luedji Luna nos vocais e a participação de Chibatinha, do ÀTTØØXXÁ, nas guitarras.

O melhor mesmo, e mais surpreendente ainda, é a linda “Mr. Bojangles”, de Jerry Jeff Walker em interpretação sublime de Nina Simone.

Se a novela tiver dez por cento que seja da classe de sua trilha, entra para a história da teledramaturgia nacional.


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