Secretário de Cultura de Bruno Covas critica diminuição do teto da Lei Rouanet

Para Alê Youssef, “é lamentável que as mudanças anunciadas para a Lei Rouanet desconsiderem dados de impacto econômico e geração de emprego dos eventos incentivados”

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O novo secretário de Cultura da prefeitura de São Paulo, Alê Youssef, criticou através de sua conta do Twitter, na manhã desta terça-feira (23), as novas medidas adotadas pelo governo federal com relação à Lei Rouanet. Para ele, o governo, que tem orientação liberal, “toma uma iniciativa contrária ao mercado ao diminuir o teto de captação de 60 para 1 milhão”, disse. “É lamentável que as mudanças anunciadas para a Lei Rouanet desconsiderem dados de impacto econômico e geração de emprego dos eventos incentivados. O governo federal, de orientação liberal, toma uma iniciativa contrária ao mercado ao diminuir o teto de captação de 60 para 1 milhão.” A atriz e humorista Ingrid Guimarães também fez críticas severas à postura do governo de Jair Bolsonaro com relação à lei nesta segunda-feira (22), no programa Pânico, da Rádio Jovem Pan. Ela afirmou que “quando a Lei Rouanet acabar, a cultura vai parar nesse País”. Ingrid lamentou ainda a ignorância das pessoas sobre a lei. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, divulgou um vídeo nas redes sociais da pasta, nesta segunda-feira, anunciando profundas mudanças na lei Rouanet, a começar pelo nome. A normatização das regras para o setor se chamará agora Lei de Incentivo à Cultura. A alteração mais significativa é a drástica diminuição do valor máximo por projeto inscrito, dos atuais R$ 60 milhões para apenas R$ 1 milhão.