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01 de fevereiro de 2018, 15h32

Sob ameaças de direitistas, set do filme “Marighella” é protegido por frente antifascista

“Foi bonito. Esse é o melhor e o pior momento para fazer um filme sobre Marighella”, disse Wagner Moura sobre a ameaça de invasão de direitistas ao set de gravação do filme, que teve a segurança garantida graças ao apoio de 15 jovens de uma frente antifascista. Para o diretor, filme sobre a vida do guerrilheiro que lutou contra a ditadura militar será “odiado pela direita”

Por Redação

Começaram há poucos dias as gravações do filme “Marighella”. Dirigido por Wagner Moura, a obra, em formato de ação, abordará a trajetória do guerrilheiro urbano que se tornou um dos principais expoentes de resistência contra a ditadura militar.

Logo no início das gravações, o diretor Wagner Moura se deparou com ameaças de direitistas nas redes sociais, que prometiam invadir o set de gravações – o que não ocorreu, de acordo com o ator, graças ao apoio de 15 jovens de uma frente antifascista, que garantiram a segurança da equipe.

“O que aconteceu foi bonito. Vieram 15 jovens da frente antifascista para proteger a gente. Esse é o pior e o melhor momento para fazer um filme sobre Marighella”, disse Moura em entrevista à Folha de S. Paulo.

Marighella, no filme, será interpretado por Seu Jorge. A escolha de Wagner Moura pelo ator não foi à toa. “É porque quero um filme que popularize a história dele e traga um exemplo de resistência, sobretudo para jovens negros”, disse.

O diretor, contudo, já teve uma prova, com as ameaças da direita, da reação que sua obra deve gerar. “Estou preparado para ser odiado pela direita e criticado pela esquerda”, disparou.

O filme, que de acordo com o diretor “tem lado”, ainda não possui data definida para a estreia.

Foto: Divulgação

 


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