“The Beatles: Get Back” estreia com diálogos que até então eram abafados pela banda

O documentário em três episódios é o grande trunfo do Disney Plus para mostrar que a plataforma conta também com conteúdo para adultos

Os Beatles, uma banda que acabou há mais de 50 anos, é a grande aposta da Disney Plus para catapultar seus negócios entre o público adulto. Para tal, estreia nesta quinta-feira (25), após quatro anos de edições e remasterizações, o primeiro episódio do documentário The Beatles: Get Back. Os outros dois chegam respectivamente na sexta-feira e no sábado.

O diretor Peter Jackson, o mesmo da trilogia “O Senhor dos Anéis“, contou em entrevista ao g1, para desespero dos fãs, que o filme, muito mais do que ser um documentário musical, é um relato dos 22 dias que a banda passou sendo filmada pelo cineasta Michael Lindsay-Hogg, em janeiro de 1969, para o documentário “Let it be” (1970).

De acordo com Jackson, graças à tecnologia moderna, ele conseguiu recuperar diálogos que Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr tentavam esconder aumentando o som das guitarras. O fio condutor de tudo, revela ele, através de conversas “que são muito pessoais e íntimas, que eles não faziam ideia de que, 50 anos depois, nós conseguiríamos apagar a guitarra e ouvir essas coisas”.

Todo e qualquer fã dos Beatles já ouviu a cantilena de que durante essas gravações o clima não andava nada bem entre eles. O próprio filme “Let It Be”, de Michael Lindsay-Hogg, mostra a animosidade, com várias discussões. Uma delas, envolvendo McCartney e Harrison é especialmente reveladora. Logo após, o grupo se desfez.

Poster da série “The Beatles: Get Back”

Briga entre McCartney e Harrison

“The Beatles: Get Back”, no entanto, é diferente. Em um tom muito mais leve, o documentário mostra acima de tudo a camaradagem entre eles, o círculo fechado entre os quatro, suas esposas e seus amigos mais íntimos. Entre estes estão os assessores Derek Taylor e Neil Aspinall, o roadie Mal Evans, o tecladista Billy Preston, o produtor George Martin, o engenheiro Glyn Johns, o assistente Alan Parsons, entre vários outros – ajudando o grupo a tornar sua música real.

Além disso, o diretor afirma que entre as 60 horas de imagens e 130 horas de áudio em que ele mergulhou nestes anos, conseguiu extrair vários momentos da criação propriamente dita de várias das canções:

“No ‘Abbey Road’ há 17 faixas. 12 delas vieram dessas sessões. Então você vai ver músicas do ‘Abbey Road’”, conta ele. “John Lennon cantando ‘Gimme some truth’. Temos os Beatles, Paul McCartney e John Lennon escrevendo essa música. Eu nem sabia disso. Está no disco do John. ‘All things must pass’, ‘Another day’, ‘The back seat of my car’, ‘Isn’t it a pity’. Todas músicas solo. Você tem dúzias e dúzias de músicas e vê muitas delas sendo criadas, aperfeiçoadas”, afirma.

Como se não bastasse todo esse material, o documentário traz, pela primeira vez, em um de seus episódios, o show completo que os Beatles fizeram no telhado do estúdio em Saville Row. Até então, eram conhecidos apenas pedaços desta que é considerada a última apresentação da banda.

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No mais, para fãs dos Beatles e curiosos em geral, resta mesmo é assinar o canal, pois parece que por lá há muito mais coisas para além do Pateta e do Mickey.

Com informações do G1

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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