Venda de livros supera valores de 2019 pela primeira vez desde o início da pandemia, diz pesquisa

Levantamento feito pela Nielsen e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) indica variação positiva pela primeira vez desde março

Julho foi o primeiro mês, desde o início da pandemia de coronavírus, em que as vendas de livros por varejo superaram os valores registrados em 2019 no Brasil. Os dados são do levantamento mensal feito pela Nielsen e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Segundo a pesquisa, o valor arrecadado no mês teve um aumento de 4,44% em comparação com o registrado em julho de 2019. O volume de livros vendidos também aumentou, mesmo que mais discretamente, configurando crescimento de 0,64%. Nos meses anteriores, o levantamento registrou queda nesses valores em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Apesar do crescimento mensal, os valores acumulados para o ano de 2020 ainda são menores do que os registrados entre janeiro e julho de 2019. Em termos de valor arrecadado, a variação é de -9,77%. Já para o volume vendido, a queda é maior que 10%.

A pesquisa ainda indica que o gênero com maior participação no faturamento é o de não ficção especialista, seguindo o padrão de 2019. Por outro lado, livros de ficção e da categoria infantil, juvenil e educacional tiveram um aumento de importância no faturamento.

Ainda segundo o levantamento, abril foi o mês em que a variação relativa do valor arrecadado e volume vendido foi maior. O valor arrecadado no quarto mês do ano foi quase 50% menor do que o registrado no mesmo período de 2019.

Confira aqui a pesquisa na íntegra.

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Gabriella Sales

Estudante de Jornalismo na ECA-USP e estagiária da Fórum.

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