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28 de agosto de 2017, 09h10

Cunha protesta: “Se até quem carregou a mala foi solto, por que continuo preso?”

Sem conseguir avançar com sua delação premiada, o ex-presidente da Câmara atacou Edson Fachin. Ele acusa o ministro de obstruir pedidos de liberdade e beneficiar executivos da JBS.

Sem conseguir avançar com sua delação premiada, o ex-presidente da Câmara atacou Edson Fachin. Ele acusa o ministro de obstruir pedidos de liberdade e beneficiar executivos da JBS. Da Redação* O ex-deputado Eduardo Cunha, que está enfrentando dificuldades na negociação que mantém sobre sua delação premiada, resolveu disparar contra o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Ele acusa o ministro de obstruir pedidos de liberdade e beneficiar executivos da JBS. Em nota escrita no complexo penal em que está preso, Cunha afirma que Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, pediram ajuda para aprovar o...

Sem conseguir avançar com sua delação premiada, o ex-presidente da Câmara atacou Edson Fachin. Ele acusa o ministro de obstruir pedidos de liberdade e beneficiar executivos da JBS.

Da Redação*

O ex-deputado Eduardo Cunha, que está enfrentando dificuldades na negociação que mantém sobre sua delação premiada, resolveu disparar contra o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Ele acusa o ministro de obstruir pedidos de liberdade e beneficiar executivos da JBS. Em nota escrita no complexo penal em que está preso, Cunha afirma que Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, pediram ajuda para aprovar o nome de Fachin para o STF, em 2015, e que disseram manter “relação de amizade” com o então candidato.

“Quando Joesley Batista e Ricardo Saud me procuraram para ajudar na aprovação [de] Fachin, além da relação de amizade que declararam ter com ele, me passaram a convicção de que o país iria ganhar com a atuação de um ministro que daria a assistência jurisdicional de que a sociedade necessitava”, alega Cunha.

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O ex-presidente da Câmara afirma que Fachin concedeu “assistência célere e eficiente” aos donos da JBS, “que em apenas três dias conseguiram homologar um acordo vergonhoso, onde ficaram livres, impunes e ricos”. No texto escrito da prisão, Cunha ironiza as possibilidades de apelo judicial e diz que recorrerá ao papa, “apesar de ser evangélico e não acreditar que o papa é o representante de Deus na Terra”.

O ex-deputado critica ainda a prisão preventiva decretada contra ele por Fachin a partir da delação da JBS. “Alguém ligado a mim saiu carregando alguma mala monitorada? Se até quem carregou a mala foi solto, por que continuo preso?”, pergunta, em referência a aliados de Michel Temer e do senador Aécio Neves (PSDB).

*Com informações do Brasil 247 e da Folha de S.Paulo

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Fotos Públicas

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