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05 de julho de 2016, 10h47

Cunha repassou propina para Henrique Eduardo Alves, diz Janot

Presidente afastado da Câmara teria pedido que empresas cariocas depositassem a propina em contas na Suíça que pertenciam ao ex-ministro do Turismo.

Presidente afastado da Câmara teria pedido que empresas cariocas depositassem a propina em contas na Suíça que pertenciam ao ex-ministro do Turismo Por Redação A conta que o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) mantinha na Suíça, segundo a Procuradoria Geral da República, recebeu propina de empresas por meio do esquema montado na Caixa Econômica Federal; entre elas, a Carioca Engenharia. De acordo com o procurador-geral, Rodrigo Janot, o idealizador da fraude era Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teria orientado repasses à conta bancária do colega de partido. Os valores totalizariam ao menos US$ 300 mil. Os empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior,...

Presidente afastado da Câmara teria pedido que empresas cariocas depositassem a propina em contas na Suíça que pertenciam ao ex-ministro do Turismo

Por Redação

A conta que o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) mantinha na Suíça, segundo a Procuradoria Geral da República, recebeu propina de empresas por meio do esquema montado na Caixa Econômica Federal; entre elas, a Carioca Engenharia.

De acordo com o procurador-geral, Rodrigo Janot, o idealizador da fraude era Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teria orientado repasses à conta bancária do colega de partido. Os valores totalizariam ao menos US$ 300 mil.

Os empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, teriam pago a propina para que pudessem atuar no projeto do Porto Maravilha, no Rio. Porém, eles acreditavam que o dinheiro estava sendo enviado para Cunha.

Os detalhes do esquema foram descobertos com a delação dos empresários e do ex-vice presidente da Caixa, Flávio Cleto, sendo esse último aliado de Cunha e Alves.

O advogado de Henrique Eduardo Alves, Marcelo Leal, disse que seu cliente nega as acusações e que nunca recebeu “recurso indevido para vantagem pessoal em contas no Brasil ou no exterior”.

Veja também:  Flávio Dino responde a provocação de Bolsonaro: "o presidente da República não pode determinar perseguição"

Já Cunha declarou em nota que não teve acesso à denúncia. “Não pedi propina para mim, nem para ninguém e desminto a informação”, escreveu.

Foto de Capa: José Cruz/ Agência Câmara

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