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24 de agosto de 2017, 12h52

Dallagnol detona Gilmar Mendes pelo Facebook

Procurador que coordena a Lava Jato criticou postura do ministro do STF. “O resultado é impunidade”, condena. Da Redação Deltan Dallagnol, procurador responsável por coordenar a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, usou as redes sociais para detonar a postura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Logo no título – “Moro prende, Gilma solta” – Dallagnol já mostra as garras para o juiz do STF. Durante a postagem, o procurador relata que o ministro decidiu que um “réu não pode ser preso mesmo depois da condenação em segunda instância”. Continua dizendo que Gilmar “quer que se...

Procurador que coordena a Lava Jato criticou postura do ministro do STF. “O resultado é impunidade”, condena.

Da Redação

Deltan Dallagnol, procurador responsável por coordenar a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, usou as redes sociais para detonar a postura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Logo no título – “Moro prende, Gilma solta” – Dallagnol já mostra as garras para o juiz do STF.

Durante a postagem, o procurador relata que o ministro decidiu que um “réu não pode ser preso mesmo depois da condenação em segunda instância”. Continua dizendo que Gilmar “quer que se aguarde a terceira instância”. Decisão que, segundo ele, beneficia um cliente do ex-deputado federal João Paulo Cunha.

“Casos de corrupção como o Propinoduto foram julgados na terceira instância após mais de 10 anos e prescreveram, isto é, os crimes de corrupção jamais foram ou serão punidos. O resultado é impunidade”, condena Dallagnou. “ Na Lava Jato e em qualquer caso de réus poderosos. O que se busca com isso?”, questiona.

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Ele relembra que o juiz Sergio Moro determinou a prisão de réus da Lava Jato, que tiveram sua condenação confirmada pela segunda instância: Marcio Bonilho e Waldomiro de Oliveira. Que segundo o procurador, “mesmo com o juiz e o tribunal que estão dentre os mais rápidos do país, demorou mais de 3 anos para punir réus condenados por corrupção”.

Leia a postagem na íntegra:

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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