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21 de maio de 2019, 17h16

Damares se arrepende de nomear “ex-feminista” Sara Winter

Ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos não gostou de ver um vídeo gravado por Sara, no qual ela ataca Carla Zambelli, deputada do PSL de São Paulo

Sara Winter e Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução/Facebook
Criadora do Congresso Antifeminista e ex-líder feminista, Sara Winter ainda não tomou posse em um dos cargos na Secretaria Nacional da Mulher, órgão vinculado ao Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, e a titular da pasta, Damares Alves, já demonstra arrependimento pela escolha. De acordo com informações do colunista Guilherme Amado, da revista Época, recentemente, em conversas com pessoas próximas, Damares fez duras críticas a Sara, em função de um vídeo no qual ela atacava Carla Zambelli, deputada do PSL de São Paulo. Damares afirmou, ainda, que se sente surpresa pela atitude e receia que Sara envolva seu ministério...

Criadora do Congresso Antifeminista e ex-líder feminista, Sara Winter ainda não tomou posse em um dos cargos na Secretaria Nacional da Mulher, órgão vinculado ao Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, e a titular da pasta, Damares Alves, já demonstra arrependimento pela escolha.

De acordo com informações do colunista Guilherme Amado, da revista Época, recentemente, em conversas com pessoas próximas, Damares fez duras críticas a Sara, em função de um vídeo no qual ela atacava Carla Zambelli, deputada do PSL de São Paulo.

Damares afirmou, ainda, que se sente surpresa pela atitude e receia que Sara envolva seu ministério e o governo de Jair Bolsonaro em mais confusões.

Embora não tenha tomado posse, Sara Winter foi nomeada há quase um mês para a coordenação de atenção à gestante, na Secretaria da Mulher.

Topless

Ex-ativista do Femen, Sara Winter já chegou a protestar de topless contra Jair Bolsonaro. No entanto, se tornou cristã em 2016 e passou a se declarar antifeminista e militante contra o aborto.

Veja também:  Vaza Jato do Intercept desperta o “demasiado humano” nacional

Com um discurso afinado ao de Bolsonaro, contra a “ideologia de gênero” e a “doutrinação” nas escolas, ela se desligou do Femen em 2012, pouco após a criação de sua filial no Brasil. À época, ela chegou a ser acusada de ter ideias similares às do integralismo e do nazismo.

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