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12 de julho de 2019, 10h21

Datafolha: Rejeição ao projeto de posse de armas de Bolsonaro chega a 70%

Segundo pesquisa, rejeição de projeto que flexibiliza obtenção e porte de armas atinge 70% da população; a defesa da proibição da posse atingiu o seu nível mais alto desde 2013

Foto: Reprodução/Instagram Jair Bolsonaro
Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (11), a defesa da proibição da posse de armas atingiu o seu nível mais alto desde 2013. Essa alta acontece em meio à proposta do presidente Jair Bolsonaro de flexibilizar regras para obtenção e porte de armamentos, que foi rejeitado por 70% da população. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo Em levantamento realizado entre os dias 4 e 5 de julho, o Datafolha constatou que a proposta de Bolsonaro é rejeitada por 70% da população em geral e possui níveis mais...

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (11), a defesa da proibição da posse de armas atingiu o seu nível mais alto desde 2013. Essa alta acontece em meio à proposta do presidente Jair Bolsonaro de flexibilizar regras para obtenção e porte de armamentos, que foi rejeitado por 70% da população.

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Em levantamento realizado entre os dias 4 e 5 de julho, o Datafolha constatou que a proposta de Bolsonaro é rejeitada por 70% da população em geral e possui níveis mais altos entre mulheres (78%), pretos (74%), pardos (72%) e indígenas (82%) e entre pessoas de renda familiar mensal de até dois salários mínimos (75%).

Entre os grupos religiosos, evangélicos neopentecostais (76%) – importante base de apoio do presidente – despontam como o grupo de maior rejeição, mas o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, alerta que a amostra por religião é reduzida e deve ser vista apenas como “tendência”.

Além disso, a afirmação “a posse de armas deve ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoas” chegou a 68%, igualando ao índice de novembro de 2013, seu patamar mais alto. Nos primeiros meses do governo, a afirmação que atendia 64% da população oscilou para 66%.

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Já a afirmação de que “possuir uma arma legalizada deveria ser um direito do cidadão para se defender” caiu de 34%, em abril, para 31% na pesquisa divulgada nesta quinta.

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