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No aniversário do ‘comandante’, um tributo a quem sempre atuou em defesa do Brasil – Por Everton Gomes

Neste 22 de janeiro, Brizola faria 102 anos. No PDT, nós que professamos os ideais de quem sempre atuou em defesa do Brasil e do povo brasileiro costumamos celebrar seu “aniversário”

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Neste 22 de janeiro, Brizola faria 102 anos. No PDT, nós que professamos os ideais de quem sempre atuou em defesa do Brasil e do povo brasileiro costumamos celebrar o “aniversário” do nosso comandante. Tive a glória de conviver por dez anos com Leonel de Moura Brizola (1922-2004), o maior líder político de sua geração, fundador do nosso PDT, formulador de políticas públicas voltadas para a emancipação popular, defensor da democracia que arriscou a sua própria vida pela legalidade e um comandante ético e coerente, com quem muito aprendi.

Além de trabalhista e brizolista, também pude acompanhar o progresso que os Cieps levaram aos bairros pobres e favelas de todo o Rio de Janeiro, oferecendo educação de qualidade, alimentação, cuidados médicos, psicológicos e odontológicos, esporte, lazer e cidadania às crianças da minha geração.  Não houve até hoje um programa mais generoso para a verdadeira libertação de nosso povo das amarras que a falta de acesso ao ensino, à saúde e à alimentação impõem. Foram mais de 500 unidades espalhadas por todo o estado, além de inspiração para programas similares em estados e municípios governados pelo PDT. O próprio prefeito Eduardo Paes, com seu programa de Escolas do Amanhã, também é um herdeiro dessa mentalidade libertadora.

Mas a educação, que Brizola aprendeu a valorizar desde cedo por reconhecer que foi ela que o fez ascender da infância muito humilde em Carazinho para a prestigiosa profissão de engenheiro, não era uma bandeira solitária. É vivo o ardor nacionalista de Brizola, o defensor mais vigoroso da soberania nacional, do combate a interesses que buscavam, e ainda buscam, subjugar o Brasil a uma condição de subalternidade. Ele não admitia que nosso país fosse tratado como de segunda grandeza no concerto das nações. Exigiu um Brasil altivo, desenvolvido, senhor de seus próprios destinos.

Defendeu os trabalhadores e seus direitos, do agricultor ao operário. Foi coerente com a bandeira que recebeu das mãos do presidente Vargas, seu padrinho político e de casamento com D. Neusa Goulart Brizola. Construiu a Passarela do Samba, extinguindo o monta e desmonta de arquibancadas provisórias, profissionalizando o carnaval das escolas de samba e transformando-o no maior espetáculo da Terra. Deixou exemplo de honestidade e probidade pessoal: atacado à esquerda e à direita, devassado pela ditadura, teve trajetória imaculada. Por isso, é o nosso “padrão ouro”, o nosso grande exemplo e líder imortal. Vivo em todos nós.

*Everton Gomes é cientista político e secretário municipal de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro.

**Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.