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16 de outubro de 2017, 13h41

Defesa de Dilma vai usar delação de Funaro para anular impeachment

De acordo com Funaro, Eduardo Cunha teria comprado votos de deputados com dinheiro de propina repassado por ele próprio para aprovar o impeachment no plenário da Câmara

De acordo com Funaro, Eduardo Cunha teria comprado votos de deputados com dinheiro de propina repassado por ele próprio para aprovar o impeachment no plenário da Câmara Da Redação A defesa de Dilma Rousseff vai usar as declarações do operador Lúcio Funaro no processo de anulação do seu impeachment. De acordo com Funaro, Eduardo Cunha teria comprado votos de deputados com dinheiro de propina repassado por ele próprio para aprovar o impeachment no plenário da Câmara. Leia, abaixo, a íntegra da nota de Cardozo. Desde o início do processo de impeachment, a defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff tem sustentado...

De acordo com Funaro, Eduardo Cunha teria comprado votos de deputados com dinheiro de propina repassado por ele próprio para aprovar o impeachment no plenário da Câmara

Da Redação

A defesa de Dilma Rousseff vai usar as declarações do operador Lúcio Funaro no processo de anulação do seu impeachment. De acordo com Funaro, Eduardo Cunha teria comprado votos de deputados com dinheiro de propina repassado por ele próprio para aprovar o impeachment no plenário da Câmara.

Leia, abaixo, a íntegra da nota de Cardozo.

  1. Desde o início do processo de impeachment, a defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff tem sustentado que o processo de impeachment que a afastou da Presidência da República é nulo, em razão de decisões ilegais e imorais tomadas pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e por todos os parlamentares que queriam evitar “a sangria da classe política brasileira”.
  2. Agora, na delação premiada do senhor Lúcio Funaro, ficou demonstrado que o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment.

3 – A defesa de Dilma Rousseff irá requerer, nesta terça-feira, 17 de outubro, a juntada dessa prova nos autos do mandado de segurança, ainda não julgado pelo STF, em que se pede a anulação da decisão que cassou o mandato de uma presidenta legitimamente eleita.

  1. Entendemos que na defesa da Constituição e do Estado Democrático de direito, o Poder Judiciário não poderá deixar de se pronunciar a respeito, determinando a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, por notório desvio de poder e pela ausência de qualquer prova de que tenha praticado crimes de responsabilidade.

José Eduardo Cardozo
Advogado da Presidenta Eleita Dilma Rousseff

Veja também:  Dilma ingressa com representação no STF contra fake news de Bolsonaro

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