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25 de março de 2016, 10h20

Delação revela esquema de compra de votos para reeleição de FHC

Depoimento do ex-deputado federal Pedro Corrêa, preso em Curitiba, traz detalhes da votação que aprovou a emenda constitucional possibilitando a reeleição de Fernando Henrique em 1997: parlamentares recebiam bilhetes para trocar por propinas em Brasília.

Depoimento do ex-deputado federal Pedro Corrêa, preso em Curitiba, traz detalhes da votação que aprovou emenda constitucional possibilitando a reeleição de Fernando Henrique em 1997: parlamentares recebiam bilhetes para trocar por propinas em Brasília Por Redação* Depois de oito meses de negociação, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE), ex-presidente do PP, assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). Trechos do depoimento de Corrêa, preso em Curitiba, revelam informações sobre a votação que aprovou a emenda constitucional possibilitando a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1997. A delação ainda precisa ser homologada pelo Supremo Tribunal...

Depoimento do ex-deputado federal Pedro Corrêa, preso em Curitiba, traz detalhes da votação que aprovou emenda constitucional possibilitando a reeleição de Fernando Henrique em 1997: parlamentares recebiam bilhetes para trocar por propinas em Brasília

Por Redação*

Depois de oito meses de negociação, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE), ex-presidente do PP, assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). Trechos do depoimento de Corrêa, preso em Curitiba, revelam informações sobre a votação que aprovou a emenda constitucional possibilitando a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1997.

A delação ainda precisa ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pode trazer muitos transtornos à oposição. Segundo o relato, Olavo Setubal, do Banco Itaú, morto em 2008, era um dos que negociavam com o Congresso. “Olavo Setubal dava bilhetes a parlamentares que acabavam de votar, para que se encaminhassem a um doleiro em Brasília e recebessem propinas em dólares americanos”, afirmou.

De acordo com o ex-parlamentar, o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, recebia entre 2003 e 2005 propina arrecadada pelo deputado José Janene (morto em 2010) junto à Petrobras e outras órgãos com diretorias indicadas pelo PP.

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Ele apresentou ainda uma lista de operadores de propina e incluiu o nome de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), como responsável por conduzir movimentações financeiras para o tucano.


*Com informações da Folha de S. Paulo

Foto de capa: Foto: Tânia Rêgo/Fotos Públicas

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