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24 de agosto de 2017, 09h20

Delator promete entregar extratos que comprovam propina para tucanos em SP

O empresário Adir Assad garantiu que usou empresas de fachada para pagar propina a tucanos como Aloysio Nunes e José Serra através de serviços em obras que nunca foram executados  Por Redação* Depois de assinar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), na última segunda-feira (21), o empresário Adir Assad informou que apresentará extratos que comprovariam o pagamento de propina a tucanos em São Paulo. As propinas, de acordo com Assad, eram pagas através de contratos que fazia entre suas empresas de fachada e empreiteiras em obras administradas pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.),ligada ao governo de São...

O empresário Adir Assad garantiu que usou empresas de fachada para pagar propina a tucanos como Aloysio Nunes e José Serra através de serviços em obras que nunca foram executados 

Por Redação*

Depois de assinar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), na última segunda-feira (21), o empresário Adir Assad informou que apresentará extratos que comprovariam o pagamento de propina a tucanos em São Paulo.

As propinas, de acordo com Assad, eram pagas através de contratos que fazia entre suas empresas de fachada e empreiteiras em obras administradas pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.),ligada ao governo de São Paulo.

O esquema, segundo o delator, funcionava da seguinte maneira: suas empresas de fachada fechavam com as empreiteiras serviços que nunca foram executados – como terraplanagem – nas obras do Rodoanel e ampliação da Marginal Tietê e, do valor acordado pelo serviço não executado, tirava os impostos e sua “comissão” e, então, repassava o dinheiro às empreiteiras que, por sua vez, o utilizava como propina para agentes públicos. Entre os dois tucanos que receberam o benefício estariam José Serra, governador de São Paulo na época das obras, e o senador Aloysio Nunes.

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Assad, no entanto, informou que quem o indicou as empreiteiras para fazer os “acordos” e quem operava, de fato, as propinas, era Paulo Preto, ex-diretor da Dersa.  O delator ofereceu aos procuradores mais de 50 anexos sobre o caso.

*Com informações da Folha de S. Paulo 

 

 

 

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