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09 de julho de 2019, 20h37

Deltan se cala e demais procuradores da Lava Jato alegam que áudio está descontextualizado

Em comunicado, procuradores alegam que "as supostas mensagens atribuídas aos integrantes da força-tarefa são orindas de crime cibernético, e não podem ter seu contexto e veracidade verificados". O próprio Dallagnol ainda não se pronunciou oficialmente sobre as revelações.

Brasília - Procurador Deltan Dallagnol (E), coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, se reúne com deputados da comissão especial que analisa projeto contra a corrupção (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Após o primeiro áudio divulgado pela série de vazamentos da Vaza Jato, na tarde desta terça-feira (9), a força-tarefa da Lava Jato no MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná) divulgou uma nota dizendo que “as supostas mensagens têm sido usadas, editadas ou descontextualizadas, para embasar falsas acusações que contrastam com a realidade dos fatos”. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo O texto também afirma que “as supostas mensagens atribuídas aos integrantes da força-tarefa são orindas de crime cibernético, e não podem ter seu contexto e veracidade verificados”. O próprio...

Após o primeiro áudio divulgado pela série de vazamentos da Vaza Jato, na tarde desta terça-feira (9), a força-tarefa da Lava Jato no MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná) divulgou uma nota dizendo que “as supostas mensagens têm sido usadas, editadas ou descontextualizadas, para embasar falsas acusações que contrastam com a realidade dos fatos”.

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O texto também afirma que “as supostas mensagens atribuídas aos integrantes da força-tarefa são orindas de crime cibernético, e não podem ter seu contexto e veracidade verificados”. O próprio Dallagnol ainda não se pronunciou oficialmente sobre as revelações.

O áudio publicado nesta terça pelo The Intercept Brasil foi enviado originalmente ao grupo Filhos do Januário 3, do Telegram, no dia 28 de setembro, às 23h33. Segundo o site, o procurador Deltan Dallagnol avisa que mandará informação importante (“quem quer saber ouve o áudio”, explica), e logo grava a mensagem onde instrui os colegas sobre como lidar com as informações sobre a disputa de decisões entre os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux e Ricardo Lewandoski: mais especificamente no momento em que Fux concedeu liminar para derrubar decisão de Lewandowski que autorizava a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Folha de São Paulo, o que Dallagnol afirma que deveria ser tratado com sigilo, em um primeiro momento.

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Em um trecho do áudio, Dallagnol diz que “não vamos alardear isso aí (liminar do Fux). Não vamos falar para ninguém. Vamos manter, ficar quieto, para evitar a divulgação o quanto for possível. Porque, quanto antes divulgar isso, antes vai ter recurso do outro lado, antes isso aí vai para o plenário (…) O pessoal pediu para a gente não comentar aí publicamente e deixar que a notícia surja por outros canais pra… Pra evitar precipitar recurso de quem é… tem uma posição contrária à nossa”. Além disso, Dallagnol classifica a medida de Fux como uma “notícia boa”.

A mensagem guarda relação com as primeiras revelações feitas pelo The Intercept na série Vaza Jato, no dia 9 de junho passado, que também se tratava de mensagens dos procuradores a respeito da possível entrevista de Lula à Folha de São Paulo, durante a campanha presidencial de 2018. Provavelmente por isso, o site publicou esta revelação neste dia 9 de julho, em comemoração ao primeiro mês do início da série de vazamentos, como explicam no próprio texto de sua reportagem.

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