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15 de agosto de 2007, 10h55

Dentro do governo, Pochmann mantém discurso crítico

Na posse como diretor do Ipea, o economista criticou o raquitismo do estado brasileiro.

Na posse como diretor do Ipea, o economista criticou o raquitismo do estado brasileiro. Por Daniel Merli Nas 24 horas que antecederam sua posse à frente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o gaúcho Marcio Pochmann seguiu sua rotina de um dos principais pesquisadores e intelectuais críticos das políticas econômicas do governo federal. Na segunda-feira, participou de seminário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre políticas de geração de renda. Na terça, poucas horas antes de assumir o principal órgão de planejamento econômico do governo federal, defendeu a jornada de 12 horas semanais. E que seja postergada...

Na posse como diretor do Ipea, o economista criticou o raquitismo do estado brasileiro.

Por Daniel Merli

Nas 24 horas que antecederam sua posse à frente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o gaúcho Marcio Pochmann seguiu sua rotina de um dos principais pesquisadores e intelectuais críticos das políticas econômicas do governo federal.

Na segunda-feira, participou de seminário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre políticas de geração de renda. Na terça, poucas horas antes de assumir o principal órgão de planejamento econômico do governo federal, defendeu a jornada de 12 horas semanais. E que seja postergada a entrada dos jovens no mercado de trabalho para os 25 anos.

“Ao contrário do que muitos argumentam, acredito que as transformações em curso na área tecnológica dão a possibilidade de avançar no direito ao trabalho”, defendeu, durante o lançamento da Campanha pela Efetivação do Direito Trabalho, da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

Já na cerimônia de posse, Pochmann manteve o discurso crítico. “Temos um Estado raquítico”, afirmou. Segundo ele, os funcionários públicos representam 8% dos trabalhadores brasileiros. “Em 1980 era 12%. Nos países desenvolvidos varia de 18%, nos Estados Unidos, a 40%, nas nações escandinavas”. Bateu também na “rigidez orçamentária”, que priva as políticas sociais de verbas.

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