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30 de novembro de 2018, 18h03

Depoimento de Paulo Guedes sobre irregularidades em investimentos será no dia 5

Futuro ministro da Economia será questionado a respeito das suspeitas de irregularidades em um investimento de R$ 112,5 milhões feito pelo FIP Brasil Governança, que é gerido pela BR Educacional, empresa ligada a ele, ao Funcef

Foto: Agência Brasil Paulo Guedes, futuro ministro da Economia e um dos gurus de Jair Bolsonaro, deverá prestar depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) na próxima quarta-feira (5), de acordo com o Estado de S.Paulo. Ele será questionado a respeito das suspeitas de irregularidades em um investimento de R$ 112,5 milhões feito pelo FIP Brasil Governança, que é gerido pela BR Educacional, empresa ligada ao economista, ao fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, o Funcef. O relatório do Funcef indica inúmeros indícios de irregularidades no investimento na Enesa. Entre eles, o pagamento de dividendos incompatível com seus...

Foto: Agência Brasil

Paulo Guedes, futuro ministro da Economia e um dos gurus de Jair Bolsonaro, deverá prestar depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) na próxima quarta-feira (5), de acordo com o Estado de S.Paulo. Ele será questionado a respeito das suspeitas de irregularidades em um investimento de R$ 112,5 milhões feito pelo FIP Brasil Governança, que é gerido pela BR Educacional, empresa ligada ao economista, ao fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, o Funcef.

O relatório do Funcef indica inúmeros indícios de irregularidades no investimento na Enesa. Entre eles, o pagamento de dividendos incompatível com seus lucros, uso de empresas de fachada para justificar o enquadramento da empresa como uma holding e pagamento de ágio acima do normal.

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O Funcef aponta que a Enesa Participações pode ter sido criada apenas para receber os aportes do FIP, administrado pela empresa de Guedes e financiado com dinheiro dos fundos de pensão.

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Em nota divulgada em outubro, a defesa do futuro ministro disse que a investigação se “baseia em um relatório fragilíssimo, que tratou de apenas um, dentre quatro investimentos realizados pelo fundo”.

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