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24 de junho de 2019, 21h54

Depois de Villa e Sheherazade, Paulo Henrique Amorim é a nova vítima de governo Bolsonaro

Após 14 anos no comando do programa Domingo Espetacular, da TV Record, o jornalista foi afastado, apesar de ainda ter dois anos de contrato com a emissora

Foto: Divulgação
Jornalistas e apresentadores que assumem uma postura crítica em relação ao governo de Jair Bolsonaro começam a sofrer perseguições e represálias dentro dos locais de trabalho. Primeiro foi o historiador e comentarista político, Marco Antonio Villa, que anunciou neta segunda-feira (24) sua saída da Jovem Pan, após ter sido suspenso por 30 dias, por críticas ao presidente. Depois foi Raquel Sheherazade e todo o departamento de jornalismo do SBT, ameaçados de demissão por pressão do empresário Luciano Hang, dono da Havan e um dos principais patrocinadores da emissora. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a...

Jornalistas e apresentadores que assumem uma postura crítica em relação ao governo de Jair Bolsonaro começam a sofrer perseguições e represálias dentro dos locais de trabalho. Primeiro foi o historiador e comentarista político, Marco Antonio Villa, que anunciou neta segunda-feira (24) sua saída da Jovem Pan, após ter sido suspenso por 30 dias, por críticas ao presidente.

Depois foi Raquel Sheherazade e todo o departamento de jornalismo do SBT, ameaçados de demissão por pressão do empresário Luciano Hang, dono da Havan e um dos principais patrocinadores da emissora.

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Agora é a vez de Paulo Henrique Amorim. Depois de 14 anos no comando do programa Domingo Espetacular, da TV Record, o jornalista foi afastado nesta segunda, apesar de ainda ter dois anos de contrato com a emissora.

Paulo Henrique é editor do blog Conversa Afiada e vinha sendo pressionado por bolsonaristas, em função de suas críticas ao presidente e, mais recentemente, ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. A Record é apoiadora do governo.

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A emissora do bispo Edir Macedo confirmou a informação e disse que o jornalista, com “sua experiência e talento”, poderá ser alocado em novos projetos da diretoria de Criação de Jornalismo.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, fez um tuíte para denunciar o fato.

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