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17 de dezembro de 2018, 14h45

Deputada bolsonarista que mandou estudantes filmarem professores tem contas reprovadas pelo TRE/SC

Eleita para a assembleia catarinense, Ana Caroline ficou conhecida por mandar estudantes filmarem "professores doutrinadores" em publicação na sua página no Facebook logo após o anúncio da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições presidenciais.

Reprodução/Facebook
A deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL/SC) teve as contas reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SC) nesta sexta-feira (14). Eleita para a assembleia catarinense, Ana Caroline ficou conhecida por mandar estudantes filmarem “professores doutrinadores” em publicação na sua página no Facebook logo após o anúncio da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições presidenciais. No julgamento das contas de campanha no TRE a maioria dos magistrados acatou a decisão do relator do caso, Vitoraldo Bridi, por desaprovar as contas da campanha. Foram quatro votos a três. Os demais juízes sugeriram aprovar com ressalvas. Fórum precisa ter um jornalista em...

A deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL/SC) teve as contas reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SC) nesta sexta-feira (14). Eleita para a assembleia catarinense, Ana Caroline ficou conhecida por mandar estudantes filmarem “professores doutrinadores” em publicação na sua página no Facebook logo após o anúncio da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições presidenciais.

No julgamento das contas de campanha no TRE a maioria dos magistrados acatou a decisão do relator do caso, Vitoraldo Bridi, por desaprovar as contas da campanha. Foram quatro votos a três. Os demais juízes sugeriram aprovar com ressalvas.

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No confronto de notas fiscais, o relator considerou que houve irregularidades na prestação de conta à Justiça Eleitoral de R$ 962,61, relativo a seis despesas. Ele também desaprovou a transferência de R$ 589,09 para a conta pessoal da candidata, ressarcidas pela campanha. Pela lei eleitoral, as movimentações deveriam ocorrer na conta da campanha.

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Segundo a defesa da deputada, os R$ 589,09 são referentes aos gastos com combustível, sonorização e anúncio em redes sociais, que a deputada investiu com recursos próprios e foi ressarcida posteriormente.

Já as notas fiscais confrontadas no total de R$ 962,61 são relativas a campanha de financiamento coletivo, dois postos de gasolina e uma loja de presentes.

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A análise técnica do TRE-SC concluiu que a deputada emitiu na loja de presentes e em uma das contas de posto, com valor de R$ 18,55 e R$ 80 respectivamente, notas ficais com CNPJ da campanha para gastos próprios, que deveriam ser feitos no próprio CPF da deputada. A defesa informou que houve um equívoco no uso da conta de campanha.

Já as notas fiscais da empresa de financiamento coletivo divergiram R$ 150 do total declarado inicialmente pela deputada. Segundo a defesa, foram tarifas cobradas a mais pela campanha coletiva.

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Do outro posto de gasolina, a divergência foi de cerca de R$ 10, declarado R$ 192,05 e com nota de R$ 202. A defesa diz que a nota fiscal foi tirada posteriormente pelo posto, mas que uma questão de troca de sistema de emissão do posto não permitiu a impressão do mesmo valor.

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