Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

14 de março de 2019, 16h20

Deputado que quebrou placa de Marielle fracassa ao tentar atrapalhar homenagem

Ele e um grupo de deputados de direita ocuparam o mesmo local da homenagem a Marielle Franco para realizar um protesto contra a violência animal com sons de latido de cachorro; Congressistas do PSOL optaram por não cair em provocação

Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Enquanto deputados do PSOL e de outros partidos de esquerda homenageavam na manhã desta quinta-feira (14 ) a vereadora Marielle Franco no Salão Verde da Câmara, deputados de direita ocuparam o mesmo local para realizar um protesto contra a violência animal.

Bem alegres, cerca de oito deputados federais, entre eles Daniel Silveira (PSL-RJ), que quebrou uma placa com o nome de Marielle, posaram para fotos e soltaram um áudio de latidos que chegou a incomodar os discurso do ato em prol à memória da vereadora.

Logo após perceberem o ato de deputados da direita próximo ao eles, a assessoria técnica do PSOL que acompanha o caso recomendou que o pessoal não caísse na provocação.

“Nós esperamos Justiça. Um crime com vinculação política de organizações criminosas do Rio, que possuem tentáculos na política e na polícia não pode ficar sem resposta” comentou ao blog a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RJ).

“É importante dizer que a milícia domina território, dá tiro na cabeça de jovens no Rio, tem poder econômico e político. O Estado Brasileiro precisa devolver a possibilidade de lutar pela democracia do país e dizer quem matou Marielle”, disse a amiga da vereadora e também deputada Talíria Petrone.

Veja também:  Amor militante em "Divino Amor", de Gabriel Mascaro

Ao blog o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) mostrou-se indignado com a postura dos colegas parlamentares, mas preferiu não tirar satisfações com o grupo. “O que eles querem é isso, nos provocar, mas não iremos cair na deles. Nosso foco é apenas de saber: quem mandou matar Marielle?”.

Seguranças da Câmara que estavam no local fizeram uma espécie de cordão de isolamento para separar os grupos e evitar que ocorresse algum tipo de enfrentamento. À Folha deputados do ato em favor dos animais negaram qualquer tipo de provocação aos congressistas do PSOL.

Ao que se sugere dos fatos foi só mais uma “coincidência” da política brasileira.

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