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13 de junho de 2019, 16h54

Derrotado na CCJ e sem apoio popular, decreto de armas volta a ser defendido por Bolsonaro

Um dia após Comissão do Senado rejeitar decreto de armas, Bolsonaro diz que "povo" não será derrotado; segundo pesquisas de opinião, apenas um terço da população defende a posse de armas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nesta quinta-feira (13), um dia após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitar parecer favorável ao decreto das armas, Jair Bolsonaro declarou que acredita que “o povo” não será derrotado no plenário. “A derrota não é minha. Eu não acredito que o Parlamento vá derrotar o povo. Eles decidirem em 2005 pelo direito de comprar armas e munições”, disse Bolsonaro em coletiva de imprensa. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo. O presidente ainda disse que o decreto “apenas bota limites ali”: “Muita coisa está em aberto e a...

Nesta quinta-feira (13), um dia após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitar parecer favorável ao decreto das armas, Jair Bolsonaro declarou que acredita que “o povo” não será derrotado no plenário.

“A derrota não é minha. Eu não acredito que o Parlamento vá derrotar o povo. Eles decidirem em 2005 pelo direito de comprar armas e munições”, disse Bolsonaro em coletiva de imprensa.

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O presidente ainda disse que o decreto “apenas bota limites ali”: “Muita coisa está em aberto e a legislação nos dá esse direito, via decreto, de adequar a lei na sua plenitude.O que nós fizemos? Não tem nada de inconstitucional ali, é o nosso sentimento”.

Apesar de Jair Bolsonaro falar em “derrota do povo”, o projeto não tem apoio da maioria da população. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha apenas um terço dos brasileiros (34%) é favorável à posse de armas. A rejeição atingiu em abril a segunda maior porcentagem da série histórica – iniciada em 2013 com 68% -, com 64% dos brasileiros contrários.

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A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do MPF, considera que o decreto é inconstitucional e favorece “organizações criminosas e milícias”.

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