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02 de fevereiro de 2019, 15h51

Desembargador Ney Bello liberta filho de Francisco Cuoco e outros cinco presos por fraude no BRB

Bello argumentou que os investigados sofreram “constrangimento ilegal” com as prisões por suspeita de fraudes em empreendimentos como o Trump Hotel, no Rio de Janeiro

Reprodução
O desembargador Ney bello, do TRF-1, concedeu nesta sexta-feira (1º) habeas corpus para libertar os empresários Diogo Cuoco, filho do ator Francisco Cuoco, e Dilton Junqueira, além do ex-diretor do BRB (banco estatal de Brasília) Nilban Júnior de Melo. Ao todo, seis pessoas presas na Operação Circus Máximus, deflagrada pela Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal) na terça-feira (29) para apurar um esquema de pagamento de propinas em troca de investimentos do BRB, banco estatal de Brasília, foram soltas com a decisão. Bello argumentou que os investigados sofreram “constrangimento ilegal” com as prisões. O juiz também autorizou a...

O desembargador Ney bello, do TRF-1, concedeu nesta sexta-feira (1º) habeas corpus para libertar os empresários Diogo Cuoco, filho do ator Francisco Cuoco, e Dilton Junqueira, além do ex-diretor do BRB (banco estatal de Brasília) Nilban Júnior de Melo.

Ao todo, seis pessoas presas na Operação Circus Máximus, deflagrada pela Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal) na terça-feira (29) para apurar um esquema de pagamento de propinas em troca de investimentos do BRB, banco estatal de Brasília, foram soltas com a decisão.

Bello argumentou que os investigados sofreram “constrangimento ilegal” com as prisões.

O juiz também autorizou a inclusão do nome do empresário Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho – neto do general João Baptista Figueiredo, último presidente brasileiro da ditadura militar – na lista de procurados da Interpol. Ele tem mandado de prisão preventiva em aberto e estaria nos Estados Unidos.

A Circus Máximus foi deflagrada a partir das investigações da Greenfield, que mira esquemas de corrupção no BRB para liberar aportes em ao menos três projetos, entre eles a construção do extinto Trump Hotel, no Rio de Janeiro. Os recursos liberados – cerca de R$ 400 milhões – provinham de fundos de pensão e do próprio banco. As propinas pagas teriam chegado a R$ 40 milhões.

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