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20 de junho de 2019, 11h43

Desembargador suspende quebra de sigilo de empresa que negociou com Flávio Bolsonaro

A liminar obtida pela MCA é a primeira vitória dos investigados na Justiça. Flávio Bolsonaro responde por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa entre 2007 e 2018

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O desembargador Antônio Amado, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, suspendeu a liminar que quebrava os sigilos bancário e fiscal da empresa MCA Exportação e Participações e um de seus sócios, alvos da investigação que envolve o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Em novembro de 2010, a MCA adquiriu de Flávio Bolsonaro 12 salas comerciais em construção 45 dias depois do senador ter firmado escritura para obter os direitos sobre sete desses imóveis. Na operação, lucrou R$ 504 mil, segundo o Ministério Público. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe...

O desembargador Antônio Amado, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, suspendeu a liminar que quebrava os sigilos bancário e fiscal da empresa MCA Exportação e Participações e um de seus sócios, alvos da investigação que envolve o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Em novembro de 2010, a MCA adquiriu de Flávio Bolsonaro 12 salas comerciais em construção 45 dias depois do senador ter firmado escritura para obter os direitos sobre sete desses imóveis. Na operação, lucrou R$ 504 mil, segundo o Ministério Público.

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Flávio Bolsonaro é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa entre 2007 e 2018, quando exercia o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A investigação foi aberta após relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) apontar uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

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A liminar obtida pela MCA é a primeira vitória dos investigados na Justiça. Flávio já impetrou três medidas contra as investigações: perdeu no STF (Supremo Tribunal Federal), teve a liminar negada por Amado e tem outro pedido ainda não analisado pelo mesmo desembargador.

Queiroz também teve negado liminar por Amado. A 3ª Câmara Criminal ainda vai analisar os pedidos do senador e de seu ex-assessor.

O senador nega as suspeitas e afirma se tratar de operações imobiliárias legais.

Com informações da Folha

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