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18 de julho de 2018, 08h02

Desmoralizado e sem força eleitoral, Aécio desiste do Senado por pressão de aliados

A disputa em Minas Gerais promete ser uma das mais equilibradas e emocionantes desta eleição. Mas sem Aécio, que foi esmagado pelo golpe que comandou.

Antes de ter jogado todo o seu capital político para derrubar a presidenta eleita, Dilma Rousseff, Aécio era tratado como um imperador em Minas Gerais. Sempre convidado para eventos, desfilava cercado de seguranças e amigos influentes, como Ronaldinho e Luciano Huck. A situação mudou completamente quando foi flagrado em gravações pedindo 2 milhões de reais para Joesley Batista e se tornou réu em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça no episódio. Por este motivo e pelo receio de ser derrotado novamente por Dilma Rousseff, que ganhou dele no...

Antes de ter jogado todo o seu capital político para derrubar a presidenta eleita, Dilma Rousseff, Aécio era tratado como um imperador em Minas Gerais. Sempre convidado para eventos, desfilava cercado de seguranças e amigos influentes, como Ronaldinho e Luciano Huck.

A situação mudou completamente quando foi flagrado em gravações pedindo 2 milhões de reais para Joesley Batista e se tornou réu em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça no episódio.

Por este motivo e pelo receio de ser derrotado novamente por Dilma Rousseff, que ganhou dele no primeiro e no segundo turno de 2014 em Minas Gerais, avisou a seus aliados que não vai tentar a reeleição ao Senado. Que será candidato a uma vaga a deputado federal para manter o foro privilegiado.

 

Sucessão em Minas Gerais

A avaliação de quem acompanha de perto a política mineira, que é uma das mais complexas do país por conta da quantidade de municípios pequenos e tamanho do estado, é que se disputasse a reeleição, Aécio inviabilizaria a candidatura ao governo do Estado de Antonio Anastasia, também senador pelo PSDB.

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Ou seja, não valeria o risco disputar uma eleição difícil para o Senado e ainda prejudicar fortemente a tentativa de eleição de um aliado ao governo.

Anastasia agora busca o apoio do PMDB no estado, cujo diretório estadual sofreu nesta semana intervenção do nacional. O governador Fernando Pimentel (PT) que tem vivido enormes dificuldades financeiras à frente do executivo, principalmente por conta do boicote econômico do governo Temer, também articula para que ao menos parte dos deputados do partido lhe apoiem.

A disputa em Minas Gerais promete ser uma das mais equilibradas e emocionantes desta eleição. Mas sem Aécio, que foi esmagado pelo golpe que comandou.

 

 

 

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