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14 de setembro de 2014, 21h29

Material de campanha pró-Marina chama Dilma e LGBTs de “anticristo”

Em texto publicado em seu perfil de Facebook, o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) denuncia a distribuição de material de campanha que demoniza homossexuais, prostitutas, ateus, comunistas, "abortistas", usuários de drogas e o governo Dilma

Em texto publicado em seu perfil de Facebook, o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) denuncia a distribuição de material de campanha que demoniza homossexuais, prostitutas, ateus, comunistas, “abortistas”, usuários de drogas e o governo Dilma Por Redação Na tarde de domingo (14), o deputado federal Jean Wyllis (Psol-RJ) denunciou que na periferia na zona oeste do Rio de Janeiro voluntários recrutado por igrejas evangélicas estão distribuindo um material de campanha de demonização da candidatura da presidenta à reeleição Dilma Rousseff (PT) e da comunidade LGBT. Segundo o deputado, são “milhares de revistas de 24 páginas em cores acompanhadas de um DVD com mentiras acerca...

Em texto publicado em seu perfil de Facebook, o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) denuncia a distribuição de material de campanha que demoniza homossexuais, prostitutas, ateus, comunistas, “abortistas”, usuários de drogas e o governo Dilma

Por Redação

Na tarde de domingo (14), o deputado federal Jean Wyllis (Psol-RJ) denunciou que na periferia na zona oeste do Rio de Janeiro voluntários recrutado por igrejas evangélicas estão distribuindo um material de campanha de demonização da candidatura da presidenta à reeleição Dilma Rousseff (PT) e da comunidade LGBT. Segundo o deputado, são “milhares de revistas de 24 páginas em cores acompanhadas de um DVD com mentiras acerca de LGBTs, estimulando o ódio e a violência contra estes, além de trazer deturpações sobre as pautas dos movimentos feministas e negro para prejudicar a candidatura da presidenta Dilma”

Wyllis afirma ainda que o material apoia as campanhas de Marina Silva (PSB) para presidenta, pastor Ezequiel Teixeira (Solidariedade-RJ) para deputado federal e Édino Fonseca (PEN-RJ), tendo o último se responsabilizando pelo material, assinando-o com seu CNPJ eleitoral, inclusive.

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O deputado disponibilizou o arquivo do material digitalizado em um link do Dropbox. A maciça procura para baixar os documentos acarretou na queda do site. A revista Carta Capital, que também reproduziu o texto de Jean Wyllis na íntegra, também disponibilizou o material da campanha difamatória. A publicação, de acordo com o parlamentar do Psol, tenta traçar uma relação direta entre um “plano anticristo” e as eleições do dia 5 de outubro.

Descrevendo as “páginas de delírio”, Jean Wyllis escreveu: “O panfleto mistura um discurso religioso da época da Inquisição (com repetidas alusões ao “anticristo”) e uma linha argumentativa que lembra a propaganda nazista contra os judeus. No caso, contudo, em vez dos judeus, o “inimigo” apontado é composto por homossexuais, prostitutas, ateus, comunistas, “abortistas”, usuários de drogas e o governo Dilma. A partir dessa premissa, a publicação descreve uma conspiração satânica internacional para a criação de uma “nova ordem mundial” que pretende “se rebelar contra Deus” e “dominar a mente do povo com a legalização das drogas”, acusa o governo do PT de querer legalizar a eutanásia para “matar os mais velhos” e o aborto para provocar um “extermínio” e comercializar os órgãos dos fetos abortados”.

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As ligações politicas também são intricadas, mas fazem parte de coligações contra a campanha de Dilma: ambos os candidatos ao legislativo fazem campanha por Marina à presidência e fazem parte da coligação estadual do candidato a governador Pezão (PMDB).

Em último alerta, Wyllis escreveu: “O fundamentalismo está aí, virando a esquina, e dá medo”.

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