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18 de julho de 2018, 14h53

Campanha online arrecada fundos para refugiado sírio que perdeu tudo em São Paulo

Jadallah passou meses juntando dinheiro e gastou R$15 mil para montar um pequeno restaurante no centro de São Paulo. Refugiado, no entanto, foi vítima de um estelionato e, além de ser agredido, teve todos os seus equipamentos apreendidos pela prefeitura

Reprodução/Facebook

Criada pela equipe do Al Janiah, um bar e restaurante palestino no Bixiga, centro de São Paulo, uma campanha online visa arrecadar fundos para ajudar um refugiado sírio que foi vítima de estelionato e perdeu todo o investimento que havia feito em um pequeno restaurante, também no centro da capital paulista.

Conforme noticiado nesta terça-feira (17) pela Fórum, Jadallah Al Ssabah foi alvo de uma ação violenta por parte de integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de um funcionário da Prefeitura Regional Sé, em São Paulo. Um vídeo que mostra Ssabah sendo agredido e enforcado por um guarda civil metropolitano viralizou nas redes sociais.

A ação consistia em uma reintegração de posse. O refugiado sírio passou quatro anos fazendo economias para investir R$15 mil em equipamentos e abrir o pequeno restaurante em um espaço que ele havia alugado, mas o imóvel, na verdade, pertencia ao município. Ou seja, Ssabah foi vítima de um estelionato.

“Na verdade, apesar de estar há cerca de quatro anos no Brasil, ele tem muita dificuldade de entender o Português. Por isso, acabou enganado pelo antigo ocupante do imóvel, que residia lá e mantinha um brechó de roupas. O ocupante acabou alugando para o Jadallah, que, ingenuamente aceitou sem saber que era do município. A questão é que ele foi vítima de estelionato com um bem público, porque o local estava abandonado pela prefeitura. Assim, o poder público, por ter o dever de zelar pelo bem e não o fez, foi omisso e negligente”, disse à Fórum Marina Tambelli, advogada do refugiado.

De acordo com Tambelli, Jadallah e seus sócios “ainda estão muito abalados com tudo o que aconteceu” mas ficaram “esperançosos” com a campanha de arrecadação online. O objetivo da vaquinha é atingir os R$15 mil que o refugiado investiu nos equipamentos que foram apreendidos.

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