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03 de dezembro de 2019, 20h29

Comissão de Direitos Humanos denuncia que a PM alterou local das mortes em Paraisópolis

Condepe criticou o posicionamento do governador de São Paulo, João Doria, sobre o caso

PM agride rapaz com muletas na saída de viela em Paraisópolis (Reprodução)

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) trata as noves mortes que foram registradas em Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista, após uma ação desastrosa da Polícia Militar de São Paulo, como um massacre. Em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (3), o presidente da entidade, Dimitri Sales, afirmou que a PM mudou o local do crime.

“Esses corpos não poderiam ter sido levados para hospitais. Isso alterou a cena do crime. O que houve foi um massacre”, denunciou Dimitri.

O Condepe também fez críticas a condução do caso feita pelo governador do estado, João Doria (PSDB). De acordo com Sales, as declarações de Doria estimulam a violência institucional da PM.

“A investigação rigorosa do triste episódio deste final de semana continua e, sempre que forem identificadas transgressões graves, serão punidas. Em SP, não temos compromisso com o erro. Mais uma vez, me solidarizo com amigos e familiares dos jovens que perderam suas vidas”, publicou o tucano, mais cedo, falando sobre um vídeo em que um PM aparece batendo com um pedação de madeira em frequentadores da festa. Os internautas não perdoaram e relembraram que foi o próprio governador que incentivou, quando assumiu o governo, as polícias a matarem.


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