Fórum Educação
09 de dezembro de 2019, 16h45

Conselheiras Tutelares de Curitiba têm mandato cassado por vídeo gritando ‘Lula Livre’ e ironizando Moro

Segundo o Ministério Público, as duas não têm idoneidade moral para ocupar o cargo; entidades acusam o órgão de perseguição política

A conselheira tutelar Aline de Castro Farias (Reprodução/Facebook)

Eleitas para o Conselho Tutelar de Curitiba nas eleições de 6 de outubro, duas candidatas que apareciam em listas do campo progressista tiveram seu mandato cassado após a divulgação de um vídeo feito pelas duas para amigos com menções ao ex-presidente Lula e ironias ao ex-juiz federal Sérgio Moro, que comandava a 13ª Vara Federal da capital paranaense. Aline de Castro Farias e Rosana Kloster estão recorrendo e entidades acusam o MP de perseguição política.

Reportagem da jornalista Rosiane Correia de Freitas, para o Plural, que detalha o caso, conta que as duas estão sendo acusadas de “falta de idoneidade moral” e que uma das provas usadas pelo Ministério Público e pela Rede de Instituições de Acolhimento de Curitiba e Região Metropolitana (RIA) seria um vídeo em que as duas gritam “Lula Livre” em comemoração pela vitória nas urnas no dia 6. Segundo o MP, Aline tem uma postura “agressiva e intimidadora”.

Postagens nas redes sociais que colocam as duas como “candidatas do campo progressista” e publicações de Aline falando sobre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, também foram incluídas no processo.

A Federação Democrática das Associações de Moradores e Clubes de Mães de Curitiba (Femotiba) criticou a atuação do  Comissão Eleitoral do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba (Comtiba). “Elas foram eleitas democraticamente e fizeram uma campanha sem serem alvo de denúncias por condutas vedadas. O fato de serem condenadas como inidôneas pelo Comtiba me parece mais uma perseguição”, declarou Cirleide Silva, presidenta da federação. O processo eleitoral dos conselhos também foi bastante criticado por conter uma série de irregularidades.

O advogado Felipe Eduardo Lopes, responsável pela defesa das duas candidatas, gravou um  vídeo comentando o processo. “As candidatas foram simplesmente diminuídas dentro da sala do julgamento por conta unicamente do vídeo. Foi desprezada a trajetória de luta, resistência, vida, sofrimento real. Essas duas mulheres sofreram muita violência ao longo da trajetória de vida delas. Elas vem de uma lugar diferente deste em que parcela da população, eu me incluo nela, vive numa bolha de segurança, carinho e amor”, declarou.

Assista.

Com a palavra, Felipe Lopes;

Posted by Aline Farias on Friday, December 6, 2019


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