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01 de maio de 2020, 15h26

Dilma: 1º de Maio mais trágico da história

Ex-presidenta fez um duro discurso em razão do Dia do Trabalhador nas redes sociais, defendendo a luta popular; assista

Foto: Reprodução

Em comunicado divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (1º), a ex-presidenta Dilma Rousseff criticou as ações do presidente Jair Bolsonaro e defendeu a luta dos trabalhadores. “Os trabalhadores brasileiros vivem o mais trágico 1º de Maio de nossa história”, disse.

“Toda a política de bem-estar social construída a partir de 1988, com a Constituição Federal, e aprofundada nos governos do PT, está sendo destruída, dia a dia”, afirmou Dilma. Ela cita que nunca antes o país passou por uma crise com tantas frentes: sanitária, social, econômica e política.

A ex-presidenta também comentou que os direitos dos trabalhadores no país vêm sendo agredidos desde o seu impeachment, em 2016, e que hoje há 40 milhões de pessoas vivendo na informalidade. “A desigualdade é tão vergonhosa, que nada menos do que 100 milhões de brasileiros vivem com até R$ 413 por mês”, comentou.

Dilma criticou a atitude de Bolsonaro frente à crise, que considera ofensiva ao país. “Irresponsavelmente, Jair Bolsonaro desdenha da doença, zomba dos mortos e avilta a cadeira de Presidente da República”, disse, ao classificar os mortos pela Covid-19 no Brasil como “vítimas da negligência e da omissão de um governo liderado pelo mais brutal e desalmado chefe de Estado entre todas as nações do planeta”.

Ao julgar irresponsáveis as atitudes de Bolsonaro, Dilma também comentou que o governo deixa os trabalhadores à própria sorte, apesar de ter dinheiro para ajudar os bancos. “Se o presidente despreza a vida, e dá de ombros, dizendo ‘E daí?’, nossa busca determinada por mudanças mostrará a ele que o povo brasileiro vai impor sua vontade e retomar o caminho da justiça social e do desenvolvimento do país”, afirmou.


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