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10 de julho de 2018, 15h42

Entidade lança campanha de denúncia contra McDonald’s por publicidade infantil abusiva

Petição endereçada ao Ministério da Justiça denuncia a prática de publicidade abusiva e ilegal direcionada a crianças no 'McLanche Feliz', que ao associar brinquedos à comercialização do lanche, estimula o consumo excessivo e habitual de altos teores de sódio, açúcar e gorduras

Reprodução/Campanha "Abusivo Tudo Isso"

Um instituto de defesa dos direitos das crianças lançou, nesta terça-feira (10), uma campanha de denúncia contra o McDonald’s por publicidade infantil abusiva. Trata-se da campanha “Abusivo Tudo Isso”, criada pelo programa “Criança e Consumo”, do Instituto Alana. O alvo é o combo “Mc Lanche Feliz”, oferecido pela rede de fast food , que associa a venda de brinquedos à comercialização do sanduíche que tem as crianças como público alvo.

A iniciativa surgiu a partir da denúncia que um cidadão fez ao Ministério Público após constatar a exposição de brinquedos próxima ao balcão de atendimento de uma das lojas da rede em Brasília. O MP, então, acionou o Instituto Alana, que lançou a campanha para contribuir, nas redes sociais, com informações sobre o assunto, e recolher assinaturas em uma petição contra o “Mc Lanche Feliz” que será endereçada à Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, com cópia para o SAC do McDonald’s.

A petição apresentará argumentos que mostram os motivos pelos quais a prática da empresa de anunciar e comercializar brinquedos com o intuito de promover seus produtos alimentícios para crianças é abusiva, ilegal e deve acabar. De acordo com o Instituto Alana, já existe consenso, entre especialistas, de que a comercialização de brinquedos por redes de fast food estimula o consumo excessivo e habitual de produtos alimentícios com altos teores de sódio, açúcar e gorduras. A entidade informa, ainda, que em menos de uma década a obesidade infantil pode atingir 11,3 milhões de crianças brasileiras.

“Nós recebemos, o tempo todo, mensagens em nosso site, redes sociais e e-mail de pessoas indignadas com as estratégias publicitárias abusivas direcionadas às crianças por essa rede de fast food. E a denúncia deste cidadão nos inspirou a criar uma ferramenta para que reclamações semelhantes cheguem a um órgão responsável por sua fiscalização. Queremos que as pessoas saibam do seu poder de mobilização e denúncia e que a empresa tome conhecimento do descontentamento gerado por suas ações”, explicou Ekaterine Karageorgiadis, advogada e coordenadora do programa “Criança e Consumo”.

Para assinar a petição e saber mais sobre a campanha, clique aqui.


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