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12 de fevereiro de 2019, 18h06

Entidades LGBTs promovem ato e pedem ao STF para criminalizar homofobia e transfobia

Manifestação será nesta quarta-feira (13), em Brasília, e tem por objetivo fazer pressão para que a Corte atenda às reivindicações do grupo

Foto: Agência Brasil

Diversos grupos ligados à causa LGBT de todo o Brasil promovem, nesta quarta-feira (13), um ato, em Brasília, com o objetivo de chamar a atenção sobre a LGBTfobia no país e fazer pressão para as duas votações que ocorrem nesta quarta no Supremo Tribunal Federal (STF), para a criminalização da homofobia e da transfobia.

O ato vai reunir a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADvS), partidos de esquerda e organizações sociais.

As pautas são de imprescindíveis para a defesa dos direitos da população LGBT. Uma pede a equiparação da LGBTfobia ao racismo, no que se refere ao rigor da condenação e cumprimento da pena, e a outra solicita ao STF que oriente o legislativo para que combata com leis os crimes contra esta população.

“Não é por aquela pessoa ser quem ela é ou amar que ela ama que ela pode ser condenada à ausência de cidadania ou a agressões e violações gratuitas, como não ser aceita no local de emprego, ser recusada nos espaços de cidadania, ser agredida verbalmente, entre outras violações”, declarou Simmy Larrat, presidenta da ABGLT.

Governo

O governo Bolsonaro já deu várias mostras de que não quer a aprovação de nenhuma pauta que contemple os direitos da população LGBT e vem fazendo pressão nos bastidores para que o STF não tome uma decisão progressista.

De acordo com reportagem de O Globo, nesta segunda (11), parte dos ministros do STF pensa em pedir vista para adiar a decisão e não entrar em conflito com a postura homofóbica de Bolsonaro.

Simmy comenta tal postura. “Hoje em dia esta discussão está ainda mais importante, porque o próprio governo, a narrativa que ganhou e que ocupa hoje a cadeira da Presidência, chegou lá pautada exatamente por esse discurso de ódio. Esses discursos LGBTfóbicos, quando saem da própria gestão pública, sinalizam ainda mais para a sociedade e a gente vê um aumento desse ódio, desses crimes e dessas violações”, afirmou Simmy.

Com informações da Agência PT de Notícias

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