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01 de março de 2018, 18h55

Para Exército, há uma “excessiva compreensão com direitos” no Brasil

Em entrevista, órgão deu a entender que há direitos demais no Brasil e que deve ser fortalecido o "princípio de autoridade" e "disciplina social"

Foto: Fernando Frazão/ABr

Por Nayara Felizardo, publicado originalmente no The Intercept Brasil

“Existe, hoje, no Brasil, uma excessiva compreensão com direitos”, afirmou oficialmente o Exército Brasileiro ao responder uma série de perguntas enviadas pela nossa reportagem ao Centro de Comunicação da instituição. Os questionamentos – publicados na íntegra abaixo – são parte de uma apuração sobre a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, que é comandada por militares e com prazo mínimo até o final deste ano.

Essa e outras declarações, que revelam explicitamente um desejo de fortalecimento do “princípio da autoridade”, foram enviadas por e-mail. “O princípio da autoridade deve ser fortalecido e o sentido de disciplina social deve ser recuperado”, diz o Exército. As respostas do Centro de Comunicação foram acompanhadas por ao menos um oficial, o coronel Nador Serrano Brandão.

Questionamos, também, sobre as possíveis comparações entre o momento atual e o período de ditadura militar instaurada em 1964 pela mesma instituição. As respostas culminaram numa análise do cenário político atual do país, quebrando o tom usualmente protocolar de manifestações da instituição:

“Atualmente, a falta de um projeto nacional tem impedido que a sociedade convirja para objetivos comuns. Isso inclui, até mesmo, a necessidade de referências claras de liderança política que nos levem a bom porto”.

Para o Exército, o Brasil é hoje “um país muito mais complexo e sofisticado” do que na década de 1960 e “é chegada a hora de consentir que o período que engloba 1964 é história e assim deve ser percebido”.

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