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21 de março de 2019, 16h38

Funcionária que barrou excursão de escola pública no shopping JK Iguatemi é demitida

Quando os alunos chegaram, a funcionária disse que o shopping é "elitista" e que "não tinha nada" apropriado para as crianças comerem no local

A funcionária, identificada como Beatriz, que barrou uma excursão com cerca de 120 alunos das escolas ‘Professora Francisca Almeida Caloi’ e ‘Ana Fausta de Moraes’, ambas de Guaratinguetá, na tarde de segunda-feira (18), para visitar a exposição “Mickey 90 Anos”, sediada no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, foi demitida.

Ao chegarem ao local, por volta das 12h30, a funcionária disse que o shopping é “elitista” e que “não tinha nada” apropriado para as crianças comerem no local, que além disso estaria lotado.

Após muita insistência e intervenção da organização da exposição, a entrada do grupo foi liberada. Chegando à Praça de Alimentação, foi constatado que havia muitos lugares vazios e não houve qualquer dificuldade para acomodar as crianças.

Um outro grupo de estudantes, que chegou no local no mesmo período, teria tido a entrada permitida normalmente. De acordo com os envolvidos, o grupo que foi barrado tem a diretora e alunos negros.

“É muito triste a gente passar por isso, houve uma discriminação muito grande com os nossos alunos. Houve racismo sim. Nós saímos daqui com a intenção de passar uma tarde maravilhosa com eles”, contou a diretora Ana Fagundes.

O motorista que conduziu o veículo da excursão ainda afirmou aos educadores que, no caso de escolas particulares, o shopping permite a entrada do ônibus no estacionamento. No caso das escolas municipais, os alunos ficaram na calçada até que o impasse fosse resolvido.

O shopping JK Iguatemi entrou em contato com a Secretaria da Educação e as diretoras. Pediram desculpas e esclareceram que Beatriz é na verdade funcionária dos organizadores da exposição.

Em nota, a Organização Social Orientavida, responsável pelo evento, afirmou que a funcionária foi demitida. A nota diz também que, a partir do momento que teve conhecimento do caso, tomou as medidas necessárias para que a situação não se repita. “O ocorrido na última segunda-feira (18) foi um fato isolado e pontual. A Orientavida, que se dedica há 20 anos em projetos de inclusão com o objetivo de ajudar as dificuldades sociais, destaca ainda que não compactua com qualquer ato de discriminação”, garantiu.

Com informações de O Vale

 


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