Fórum Educação
21 de setembro de 2018, 08h53

Há cinco anos, Stephen Fry encontrava Jair Bolsonaro. Vídeo

"Foi um dos mais estranhos e sinistros encontros que já tive na vida", disse o cineasta na ocasião

Stephen Fry e Bolsonaro. Foto: Reprodução de Vídeo

O cineasta inglês Stephen Fry veio, em 2013, ao Brasil, para realizar um capítulo do seu documentário Out There, sobre o avanço da homofobia no mundo, exibido pela BBC, no Reino Unido. Na ocasião, Fry se encontrou com o então deputado, Jair Bolsonaro. “Foi um dos mais estranhos e sinistros encontros que já tive na vida”, disse o cineasta na ocasião.

O cineasta chegou a tentar o suicídio durante a realização do documentário, provavelmente deprimido com o que presenciou. “Ver tanta ignorância, brutalidade, estupidez e horror não ajudou. Tive que me concentrar para não perder a calma diante dos absurdos ditos por esse senhor (Bolsonaro)”, disse o cineasta, que é gay assumido.

“Nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay”, repete Bolsonaro, ou ainda “nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais”, atribuindo as agressões aos homossexuais no Brasil ao uso de drogas e à prostituição. “Mas não há razão para clamor, não existe homofobia no Brasil”, diz o político para depois dar uma gargalhada.

Fry disse ainda que o entrevistado é “o típico homofóbico que encontrei pelo mundo, com seu mantra de que os gays querem dominar a sociedade, recrutar crianças ou abusar delas. Mesmo num país progressista como o Brasil, suas mentiras criam histeria entre os ignorantes, dos quais a violência pode surgir”.

Com informações da Época


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