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25 de dezembro de 2019, 16h27

Indígenas ocupam museu no Mato Grosso contra apropriação de urnas sagradas

"Para vocês, da empresa, e para o Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], as urnas são somente objeto ou vasilhames cerâmicos. Para nós, são os nossos ancestrais”, dizem os mundurucus

Divulgação

Um grupo de setenta indígenas da etnia mundurucu realizaram um protesto nesta terça-feira (24) no Museu de História Natural de Alta Floresta (MT) exigindo, pela terceira vez, a devolução de doze urnas funenárias sagradas que foram desenterradas durante a construção de duas usinas hidrelétricas no no rio Teles Pires (Teles Pires e São Manoel).

“Para vocês, da empresa, e para o Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], as urnas são somente objeto ou vasilhames cerâmicos. Para nós, são os nossos ancestrais”, dizem os munducurus, que afirmaram que só deixaram a sede do museu quando as urnas forem devolvidas. Eles viajaram seis dias para conseguir chegar ao local.

Segundo os pajés, desde a remoção das peças sagradas do rio, em 2017, a tribo vem sofrendo “infortúnios”. “Vocês estão causando muita tragédia para o povo mundurucu. Desde que vocês roubaram nossas urnas, vêm acontecendo muitas coisas ruins com nosso povo e nossa terra: acidentes, mortes de pessoas, temporais […] Também estão morrendo os peixes, as tartarugas e outras caças”, afirmam. Eles contam que duas mulheres morreram apenas esse ano após serem atingidas por raio.

Com informações da Folha de S. Paulo


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