Islândia é o primeiro país a tornar ilegal o pagamento de salário menor a mulheres

Órgãos governamentais e empresas do setor privado passam a ser obrigados a acabar com a desigualdade salarial.

Escrito en DIREITOS el
Órgãos governamentais e empresas do setor privado passam a ser obrigados a acabar com a desigualdade salarial. Da Redação* A Islândia já aparece no topo da lista dos países que apresentam a maior igualdade de gênero no mundo. Agora, tem um motivo a mais para não perder o posto. Nesta segunda-feira (1), entrou em vigor uma lei que torna ilegal pagar mais a homens do que as mulheres no país. A medida será aplicada tanto nos órgãos governamentais quanto nas empresas do setor privado com mais de 25 funcionários. Todos terão de obter uma certificação especial do governo, garantindo que ali existem políticas de igualdade salarial. Não conseguiu a certificação? Vai levar multa. Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique aqui e saiba mais. Com isso, a Islândia vira o primeiro país no mundo a tornar a igualdade salarial obrigatória. A ilha nórdica pretende erradicar as disparidades salariais entre homens e mulheres até 2022. Ao anunciar a medida em março de 2017, o ministro da Igualdade e Assuntos Sociais da Islândia, Thorsteinn Viglundsson (foto), defendeu que “direitos iguais são direitos humanos”. “Precisamos garantir que homens e mulheres desfrutem da igualdade de oportunidades no local de trabalho. É nossa responsabilidade tomar todas as medidas para conseguir isso”, afirmou na ocasião. A lei recebeu apoio de todos os partidos políticos no país. Lá, quase metade dos membros do Congresso são mulheres. A Islândia é líder no empoderamento político feminino e na luta constante pela igualdade salarial. Em 2017, pela nona vez, o país ocupou o primeiro lugar no Índice Global Gender Gap do Fórum Econômico Mundial, que classifica 144 nações com base em quão perto estão de alcançar a igualdade de gênero. Segundo o último relatório, a Islândia já havia fechado 87% das lacunas de diferença de gênero. *Com informações da Época Negócios Foto: Commons