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28 de março de 2019, 10h54

Jovem Pan e Record protegem radialista bolsonarista que ameaçou de morte ex-namorada

Na gravação é possível ouvir o radialista dizer: “Cala a boca que eu vou te matar” ou “filha da puta, puta, vadia, retardada, burra do caralho”, entre outras ameaças e agressões

Denian Couto. Foto: Instagram

De acordo com matéria de Amanda Audi, no The Intercept Brasil, o radialista Denian Couto, funcionário do Grupo RIC (Rede Independência de Comunicação), que tem entre as suas afiliadas a rádio Jovem Pan de Curitiba e a Record Santa Catarina, foi procurado em fevereiro, por um oficial de Justiça no estúdio da rádio por ter ameaçado uma mulher de morte.

A intimação que Couto recebeu foi resultado do boletim de ocorrência registrado por Giulianne Kuiava, colega dele na Record. A direção do Grupo RIC tomou conhecimento do caso e chegou a ouvir o áudio da ligação em que ele a ameaça de morte. Mas não tomou nenhuma atitude – nem mesmo para impedir que os dois se encontrassem no local de trabalho. A empresa decidiu tratar o assunto como um “problema particular” de ambos.

Na gravação que acompanha o boletim de ocorrência é possível ouvir claramente o radialista dizer: “Cala a boca que eu vou te matar” ou “filha da puta, puta, vadia, retardada, burra do caralho”, entre outras ameaças e agressões.

O caso aconteceu em janeiro e não foi isolado: o jornalista é acusado de agredir, física ou verbalmente, quatro mulheres com quem se relacionou. Ele e seu advogado negam, dizendo que as falas foram “tiradas de contexto”.

Couto é a principal voz de opinião das afiliadas da Jovem Pan e da TV Record no Paraná. É comentarista político de viés conservador e moralista. Já disse que “escolas são um cocô” por causa da “doutrinação ideológica”, e saiu em defesa de Bolsonaro, num comentário raivoso, quando uma operação policial prendeu um acusado de matar a vereadora Marielle Franco no condomínio em que mora o presidente no Rio de Janeiro. Ali “tem mais de cem casas, e são casas simples”, e “não existe essa de Direito Penal da vizinhança”, disparou o jornalista. Nas redes sociais, Couto se vende como defensor do “jornalismo sem mimimi“.

A justiça concedeu uma medida protetiva, baseada na Lei Maria da Penha, para evitar que Couto se aproxime da colega – ambos seguiram trabalhando no mesmo prédio, apesar disso.

O defensor dele é Adriano Bretas, um criminalista de Curitiba que ganhou destaque com a operação Lava Jato. Ele negociou o enrolado acordo de delação premiada de Antonio Palocci.

Com informações do The Intercept Brasil

 

 


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