sábado, 24 out 2020
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Lorena Vieira, esposa de Rennan da Penha, denuncia racismo em agência do Itaú

A influenciadora e empresária Lorena Vieira, esposa do DJ Rennan da Penha, denunciou um caso de racismo que aconteceu ao tentar movimentar sua conta no Banco Itaú nesta quinta-feira (30). Funcionários chamaram a polícia alegando que ela estava cometendo fraude.

“Fui retirada do banco Itaú pela polícia civil. Humilhada e esculachada. Por minha conta receber um bom dinheiro. E segundo eles, é FRAUDE E MAIS VÁRIAS COISAS. Meu dinheiro está PRESO e eu quase fui PRESA por NADA!!!!!! Não é pq eu sou preta e humilde que eu sou criminosa!!!”, denunciou em suas redes sociais.

Segundo ela, os funcionários do banco a fizeram esperar até o final do expediente bancário para, então, chamarem a polícia. “Itau e seus funcionários, racistas ou não? Preconceituosos ou não? Me fizeram esperar até o banco fechar, dizendo q estavam resolvendo meu problema é CHAMARAM A POLÍCIA??????”, publicou.

O DJ Rennan da Penha também comentou sobre o caso e o classificou como um “constrangimento absurdo”. “Hoje minha mulher foi até o banco Itaú e chamaram a polícia pra ela porque ela estava com o cabelo liso na foto da indenidade e pessoalmente ela esta com o cabelo cacheado, disseram que era ‘FRAUDE’. Como fraude se todos os dados estavam corretos”, disse. “Iremos entrar com um processo”, completou.

O ativista Raul Santiago contou ainda que, na delegacia, Lorena chegou questionada sobre Rennan da Penha. “No BANCO ITAÚ racistas duvidaram de que ela era ela. Depois quiseram a colocar como se estivesse em algum esquema ilegal. Aí os racistas chamaram a polícia. E a polícia, queria saber do Rennan? O cúmulo do acúmulo de uma estrutura social racista e preconceituosa”, contou.

“Foda será achar BANCO não racista, não condiz, certo. Mas RACISTAS DO ITAÚ FORAM TÃO ALÉM, fizeram essa merda toda. Que escrotidão. Revoltante demais toda essa porra. Se esconde não, Itaú. CHAMARAM A POLÍCIA PARA PRENDER UMA EMPRESÁRIA NEGRA NA AGÊNCIA DE VOCÊS. RACISTAS!”, acrescentou.

Rennan da Penha

Responsável por promover uma nova vertente do funk carioca – o 150 BPM -, o DJ Rennan da Penha chegou a ser preso em março de 2019 após condenação em segunda instância por suposta associação ao tráfico. A alegação, criticada por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, era vista pela defesa do músico como uma forma de criminalização da cultura popular. Ele foi solto em novembro, após o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento sobre execução antecipada de pena.

Redação
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